Frederico Silveira - colunista do Esporteemidia.com
Email: fredssil@hotmail.com
Facebook: frederico.dasilveira
Fórmula 1
Hoje, a coluna será monotemática. Vou falar sobre a Fórmula 1, de acordo com as últimas transmissões e análises das notícias em torno da mídia brasileira que transmite o campeonato. Vamos lá:
Velocidade no Brasil
Durante muito tempo, criou-se um mito de que o brasileiro é apaixonado por velocidade. Não é. Somos apaixonados por vitórias, e enquanto tivemos pilotos brilhantes como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e principalmente Ayrton Senna, a Fórmula 1 era popular e arrebanhava milhares de fãs. Quando Senna morreu e a sua lacuna não foi preenchida, ano após ano a modalidade perdeu audiência. Ainda assim, sei que o esporte tem muitos fãs brasileiros, mas é inquestionável que eles estão cada vez em menor número. Na Fórmula Indy, a Bandeirantes pensa em cancelar o GP de São Paulo pelo baixo retorno; outras categorias, como Stock Car e Fórmula Truck, têm um público cada vez mais restrito, a audiência não se renova nos autódromos e nem na frente da telinha.
"Depois que Senna morreu, a Fórmula 1 perdeu a graça"
Uma mentira absoluta. De 1994 para cá, tivemos campeonatos espetaculares, com títulos decididos na última prova da temporada, como em 2007 e 2008, ano em que vivemos um pequeno boom com o vice-campeonato de Felipe Massa, de quem falarei no próximo tópico. Além disso, tivemos recordes de dois grandes pilotos, como Michael Schumacher e Sebastian Vettel; isso sem falar em fenômenos como Lewis Hamilton e Fernando Alonso. Nesta temporada, estamos vendo uma briga espetacular entre os dois pilotos da Mercedes, rememorando os tempos de guerra entre Senna e Prost na McLaren. Mas as pessoas insistem em afirmar que a F1 não tem graça...
Precisamos de um ídolo
De 1994 para cá, a Globo (e Galvão Bueno, principalmente) tentou desesperadamente construir um novo ídolo no esporte. Mas a comparação com Senna prejudicou as carreiras de Rubens Barrichello e Felipe Massa, que conquistaram vices-campeonatos, mas nunca ganharam a torcida do povo brasileiro. Por melhor que Felipe Nasr esteja na Fórmula 3, não se tem perspectivas de alguém que possa retomar o interesse do público na modalidade. Por isso...
... a Globo dá os primeiros sinais de cansaço
Diminuição da transmissão de treinos e a notícia de que em 2016 a emissora não mais transmitirá a Mundial de Fórmula 1 são sinais evidentes do cansaço da Globo em tentar alavancar a audiência. Sábados e domingos perdendo audiência para outras emissoras são um indicativo de que as coisas não vão bem. A própria transmissão está perdendo qualidade, Galvão deixa de narrar ultrapassagens, o rodízio de comentaristas é um desastre, e as tentativas de entretenimento antes da corrida são risíveis, com entrevistas sem nexo e sem sentido de Rubinho no grid. Acredito que o futuro da modalidade está em transmissões off tube pelo Sportv, que por sinal já mostra os treinos oficiais ao vivo, no que creio ser um sinal dessa tendência. Seria uma pena; quem sabe na temporada 2015 Massa se recupera e tenhamos uma recuperação da audiência por aqui? Vamos torcer...
Cardápio do Findi
Sou brasileiro e não desisto nunca: esse final de semana teremos o GP da Hungria, na última prova antes das férias de verão. Para quem não lembra, será o reencontro de Felipe Massa com a pista onde sofreu o grave acidente de 2009, quando uma pela do carro de Rubinho se soltou e atingiu o piloto paulista na cabeça. Dizem que depois disso, ele nunca mais foi o mesmo, e nessa temporada ele terá outra oportunidade de provar que está recuperado. Sábado, treino oficial e domingo, às 9 horas, mais um capítulo na espetacular briga entre Nico Rosberg e Lewis Hamilton. Quem leva?
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Fórmula 1
Hoje, a coluna será monotemática. Vou falar sobre a Fórmula 1, de acordo com as últimas transmissões e análises das notícias em torno da mídia brasileira que transmite o campeonato. Vamos lá:
Velocidade no Brasil
Durante muito tempo, criou-se um mito de que o brasileiro é apaixonado por velocidade. Não é. Somos apaixonados por vitórias, e enquanto tivemos pilotos brilhantes como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e principalmente Ayrton Senna, a Fórmula 1 era popular e arrebanhava milhares de fãs. Quando Senna morreu e a sua lacuna não foi preenchida, ano após ano a modalidade perdeu audiência. Ainda assim, sei que o esporte tem muitos fãs brasileiros, mas é inquestionável que eles estão cada vez em menor número. Na Fórmula Indy, a Bandeirantes pensa em cancelar o GP de São Paulo pelo baixo retorno; outras categorias, como Stock Car e Fórmula Truck, têm um público cada vez mais restrito, a audiência não se renova nos autódromos e nem na frente da telinha.
"Depois que Senna morreu, a Fórmula 1 perdeu a graça"
Uma mentira absoluta. De 1994 para cá, tivemos campeonatos espetaculares, com títulos decididos na última prova da temporada, como em 2007 e 2008, ano em que vivemos um pequeno boom com o vice-campeonato de Felipe Massa, de quem falarei no próximo tópico. Além disso, tivemos recordes de dois grandes pilotos, como Michael Schumacher e Sebastian Vettel; isso sem falar em fenômenos como Lewis Hamilton e Fernando Alonso. Nesta temporada, estamos vendo uma briga espetacular entre os dois pilotos da Mercedes, rememorando os tempos de guerra entre Senna e Prost na McLaren. Mas as pessoas insistem em afirmar que a F1 não tem graça...
Precisamos de um ídolo
De 1994 para cá, a Globo (e Galvão Bueno, principalmente) tentou desesperadamente construir um novo ídolo no esporte. Mas a comparação com Senna prejudicou as carreiras de Rubens Barrichello e Felipe Massa, que conquistaram vices-campeonatos, mas nunca ganharam a torcida do povo brasileiro. Por melhor que Felipe Nasr esteja na Fórmula 3, não se tem perspectivas de alguém que possa retomar o interesse do público na modalidade. Por isso...
... a Globo dá os primeiros sinais de cansaço
Diminuição da transmissão de treinos e a notícia de que em 2016 a emissora não mais transmitirá a Mundial de Fórmula 1 são sinais evidentes do cansaço da Globo em tentar alavancar a audiência. Sábados e domingos perdendo audiência para outras emissoras são um indicativo de que as coisas não vão bem. A própria transmissão está perdendo qualidade, Galvão deixa de narrar ultrapassagens, o rodízio de comentaristas é um desastre, e as tentativas de entretenimento antes da corrida são risíveis, com entrevistas sem nexo e sem sentido de Rubinho no grid. Acredito que o futuro da modalidade está em transmissões off tube pelo Sportv, que por sinal já mostra os treinos oficiais ao vivo, no que creio ser um sinal dessa tendência. Seria uma pena; quem sabe na temporada 2015 Massa se recupera e tenhamos uma recuperação da audiência por aqui? Vamos torcer...
Cardápio do Findi
Sou brasileiro e não desisto nunca: esse final de semana teremos o GP da Hungria, na última prova antes das férias de verão. Para quem não lembra, será o reencontro de Felipe Massa com a pista onde sofreu o grave acidente de 2009, quando uma pela do carro de Rubinho se soltou e atingiu o piloto paulista na cabeça. Dizem que depois disso, ele nunca mais foi o mesmo, e nessa temporada ele terá outra oportunidade de provar que está recuperado. Sábado, treino oficial e domingo, às 9 horas, mais um capítulo na espetacular briga entre Nico Rosberg e Lewis Hamilton. Quem leva?

