Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr
Agradando a Massa
Nasci numa época relativamente boa para os brasileiros no automobilismo. Sou da década de 80 e ainda moleque, vi vários embates na pista entre Senna e Piquet. Lembro bem de um dos títulos do Piquet, me recordo de todos os títulos do Senna e sou capaz até de lembrar do título do Emerson na Indy.
Sou apaixonado por carro como boa parte dos brasileiros e nao todos, como faz crer a propagando, e nesta época, a mídia fomentava isso ao máximo. E a exposição destes em seus programas, os tornava mais próximos e criava empatia.
Nesta última semana foi noticiado que a Rede Globo deixaria, após décadas, de exibir o Campeonato de F1 aos finais de semana. A audiência vem caindo vertiginosamente e a emissora resolveu que apenas o seu braço na TV por assinatura ficaria responsável pelo todo, ao invés de exibir apenas inócuos treinos livres.
Vejo dois grandes problemas nessa decisão. O primeiro problema é que a audiência de todos os programas vem caindo ao longo dos anos. Hoje, a TV aberta compete com tanta coisa (internet, TV por assinatura, on demand etc.) que ela precisa se reinventar demais para que isso não ocorra. O segundo problema foi causado pela própria emissora. Entenda:
A Rede Globo NUNCA incentivou ou promoveu o automobilismo, ela incentiva assistir ao corredor brasileiro. Acostumou-se com um passado glorioso e pôs uma carga imensa nas costas de pilotos nao tao talhados para o papel. Há corridas que tenho a sensação de que o narrador dirá, "como o piloto brasileiro bateu, podem trocar de canal". Aí senhores, não há invenção da roda que faça milagres. Se tivesse durante todo esse tempo, criado a cultura esportiva aliada a presença de um brasileiro ao invés de ser "por causa de", nao estaria pagando esse mico agora.
Quem gosta, continuará assistindo. De repente, até verá com mais afinco, já que a TV por assinatura, até por escassez de eventos interessantes, dará às corridas uma cobertura mais interessante e se souberem aproveitar a oportunidade, falando do todo, aos poucos começará a reeducar o espectador. É ver pra crer.
Até a próxima,
@alipiojr
Agradando a Massa
Nasci numa época relativamente boa para os brasileiros no automobilismo. Sou da década de 80 e ainda moleque, vi vários embates na pista entre Senna e Piquet. Lembro bem de um dos títulos do Piquet, me recordo de todos os títulos do Senna e sou capaz até de lembrar do título do Emerson na Indy.
Sou apaixonado por carro como boa parte dos brasileiros e nao todos, como faz crer a propagando, e nesta época, a mídia fomentava isso ao máximo. E a exposição destes em seus programas, os tornava mais próximos e criava empatia.
Nesta última semana foi noticiado que a Rede Globo deixaria, após décadas, de exibir o Campeonato de F1 aos finais de semana. A audiência vem caindo vertiginosamente e a emissora resolveu que apenas o seu braço na TV por assinatura ficaria responsável pelo todo, ao invés de exibir apenas inócuos treinos livres.
Vejo dois grandes problemas nessa decisão. O primeiro problema é que a audiência de todos os programas vem caindo ao longo dos anos. Hoje, a TV aberta compete com tanta coisa (internet, TV por assinatura, on demand etc.) que ela precisa se reinventar demais para que isso não ocorra. O segundo problema foi causado pela própria emissora. Entenda:
A Rede Globo NUNCA incentivou ou promoveu o automobilismo, ela incentiva assistir ao corredor brasileiro. Acostumou-se com um passado glorioso e pôs uma carga imensa nas costas de pilotos nao tao talhados para o papel. Há corridas que tenho a sensação de que o narrador dirá, "como o piloto brasileiro bateu, podem trocar de canal". Aí senhores, não há invenção da roda que faça milagres. Se tivesse durante todo esse tempo, criado a cultura esportiva aliada a presença de um brasileiro ao invés de ser "por causa de", nao estaria pagando esse mico agora.
Quem gosta, continuará assistindo. De repente, até verá com mais afinco, já que a TV por assinatura, até por escassez de eventos interessantes, dará às corridas uma cobertura mais interessante e se souberem aproveitar a oportunidade, falando do todo, aos poucos começará a reeducar o espectador. É ver pra crer.
Até a próxima,
