Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr
Quando estudava tinha algumas cismas e algumas implicâncias. A maior delas era com um tipo específico de professor: Aquele cara que passou num concurso público imponente e resolvia que ia dar aula.
Para a Instituição podia ser ótimo ter alguém daquele tipo dando aula, para o aluno era um horror. Simplesmente porque o sujeito, salvo várias exceções, não estavam ali pelo prazer ou vocação de lecionar mas sim, como ouvi de certo professor, garantir o dinheiro da sua gasolina, um trocado a mais.
Essa pode parecer uma visão romântica e inocente do ensino, mas acho que nem todos tinham didática suficiente para transmitir o muito conhecimento que possuíam e não pareciam interessados em adquiri-la e o aluno ficava ali, a mercê daquela situação. Mais ou menos como comentaristas de futebol.
Digo isso, pois é fácil identificar situação semelhante nos comentaristas esportivos que povoam nossas tevês. Ter sido um talento como jogador e multicampeão, nem sempre garante que será bom comentarista esportivo e os exemplos e as ironias estão aí para confirmar o que digo. Ainda mais quando falamos de tevê aberta.
Nos canais abertos, há jogadores que simplesmente não conhecem sequer os reservas dos times (ou seja, nao estudaram o jogo que transmitiriam antes) e há aquele que já virou piada óbvia, com os elogios rasgados aos amigos e por "convocar" vários jogadores. Um outro, quando comenta jogos do clube do qual é ídolo, pisa em ovos e apenas embaça, sem coragem de apontar o que está errado ali. Mas há dois novos comentaristas, que se aposentaram recentemente que demonstraram talento ao discutir tática, opinar de maneira clara e sem medo das reclamações. Que é o que o espectador deseja ouvir.
Na tevê fechada, há mais jornalistas/ comentaristas e um dos canais propõe discussões mais aprofundadas e análises táticas mais interessantes, aí a comicidade nos comentários é menor, mas acontece: Houve um ex-zagueiro (jogou na Seleção Brasileira), que desancou o juiz, pois ele não usava o spray para demarcar a distância da barreira. Detalhe: Estava chovendo muito! O juiz não usava o spray pois o mesmo não serve para usar na chuva! Mas o comentarista passou boa parte da partida atribuindo esse delito ao Árbitro, pobre coitado.
Sendo assim, fica claro que nossa mídia esportiva acaba recheada de gente que foi um inegável talento dentro do campo, mas fora dele precisa estudar mais e se preparar melhor para aquilo que fará. Dá tempo, basta querer.
Concorda comigo, acha loucura e discorda? Deixe o seu comentário, será um prazer conversar.
Até a próxima,
Abraços,
@alipiojr
Quando estudava tinha algumas cismas e algumas implicâncias. A maior delas era com um tipo específico de professor: Aquele cara que passou num concurso público imponente e resolvia que ia dar aula.
Para a Instituição podia ser ótimo ter alguém daquele tipo dando aula, para o aluno era um horror. Simplesmente porque o sujeito, salvo várias exceções, não estavam ali pelo prazer ou vocação de lecionar mas sim, como ouvi de certo professor, garantir o dinheiro da sua gasolina, um trocado a mais.
Essa pode parecer uma visão romântica e inocente do ensino, mas acho que nem todos tinham didática suficiente para transmitir o muito conhecimento que possuíam e não pareciam interessados em adquiri-la e o aluno ficava ali, a mercê daquela situação. Mais ou menos como comentaristas de futebol.
Digo isso, pois é fácil identificar situação semelhante nos comentaristas esportivos que povoam nossas tevês. Ter sido um talento como jogador e multicampeão, nem sempre garante que será bom comentarista esportivo e os exemplos e as ironias estão aí para confirmar o que digo. Ainda mais quando falamos de tevê aberta.
Nos canais abertos, há jogadores que simplesmente não conhecem sequer os reservas dos times (ou seja, nao estudaram o jogo que transmitiriam antes) e há aquele que já virou piada óbvia, com os elogios rasgados aos amigos e por "convocar" vários jogadores. Um outro, quando comenta jogos do clube do qual é ídolo, pisa em ovos e apenas embaça, sem coragem de apontar o que está errado ali. Mas há dois novos comentaristas, que se aposentaram recentemente que demonstraram talento ao discutir tática, opinar de maneira clara e sem medo das reclamações. Que é o que o espectador deseja ouvir.
Na tevê fechada, há mais jornalistas/ comentaristas e um dos canais propõe discussões mais aprofundadas e análises táticas mais interessantes, aí a comicidade nos comentários é menor, mas acontece: Houve um ex-zagueiro (jogou na Seleção Brasileira), que desancou o juiz, pois ele não usava o spray para demarcar a distância da barreira. Detalhe: Estava chovendo muito! O juiz não usava o spray pois o mesmo não serve para usar na chuva! Mas o comentarista passou boa parte da partida atribuindo esse delito ao Árbitro, pobre coitado.
Sendo assim, fica claro que nossa mídia esportiva acaba recheada de gente que foi um inegável talento dentro do campo, mas fora dele precisa estudar mais e se preparar melhor para aquilo que fará. Dá tempo, basta querer.
Concorda comigo, acha loucura e discorda? Deixe o seu comentário, será um prazer conversar.
Até a próxima,
Abraços,

