Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@terra.com.br
@amelchioretto
O futebol não está perdendo audiência
Na coluna desta semana quero apenas falar do título que ela leva. De antemão o leitor pode pensar que estou louco ou desatualizado. Ou ainda ter permanecido nos últimos anos alienado a todas as notícias. Vou tentar no texto de hoje argumentar o contrário das muitas fontes e diversas notícias. Quero seguir a mesma linha de raciocínio do blogueiro Edu César, do espaço Papo de Mídia. Ao longo da semana a coluna Fanático por Esporte também comentara do assunto. Segunda semana que, sem combinar, falamos dos mesmos temas, mas sob óticas diferentes.
A motivação que tive para também pensar neste assunto fora a publicação do site Notícias da TV, por Daniel Castro, do portal UOL, que ao comentar a suposta reunião que não aconteceu entre Rede Globo e os 20 clubes da ‘Série A’ foi manchetada como “o futebol pode acabar na TV aberta”. Em tempos que muito se falou da morte da F1 na TV aberta, os profetas do apocalipse esportivo já tentam lacrar o caixão do futebol em TV aberta. O site do portal UOL ainda lembra que o jogo entre Coritiba e Corinthians rendera apenas 13 pontos a medição do IBOPE, na Rede Globo na praça de São Paulo. Daniel Castro também lembra que o futebol na Globo vem perdendo 10% de audiência em cada ano.
Ao pensar a forma como o futebol é transmitido a coluna Fanáticos por Esporte traz uma reflexão interessante sobre a feitio “patelão” que a televisão aberta muitas vezes trata o produto. A busca pela audiência transforma o narrador em animador de picadeiro. Ao questionar os jogos que são levadas às telas muitas vezes são questionáveis, pois não levam em conta a qualidade técnica ou histórica dos envolvidos, mas o potencial de alcance da audiência. E claro, a (falta de) responsabilidade da entidade máxima do futebol que deveria gerenciar profissionalmente o espetáculo televisivo. Não se faz futebol profissional com gestão amadora.
No contrapé disto tudo tempos outros elementos e alguns são apontados pelo Edu César, como já citado. É incoerente pegar apenas os números da Rede Globo para avaliar a audiência do futebol. O jogo supracitado não rendeu apenas 13 pontos. Existe também os 5 pontos auferidos pela Band. Logo 13+5=18. Isto é claro, pensando apenas o mundo de São Paulo. Ainda é preciso lembrar da audiência significativa do Canal Premiere que temporada após temporada aumenta o número de assinantes. O sistema pay-per-view é de interesse direto dos clubes por causa da rentabilidade que gera. Não há apenas Globo e seus míseros 13 pontos. A medição deve levar em consideração todas as opções somadas.
Este caso é completamente diferente da análise apresentada na semana passada sobre a F1. Nas pistas não há concorrência e possibilidades como no futebol. E ainda é pensável outra possiblidade que é a audiência total da televisão aberta. Lembro das grandes decisões da última década do século passado que ultrapassaram a marca de 50 pontos no IBOPE. Isto não acontece nem em final de novela. Os números da TV aberta vem caindo numa forma geral – o aumento do alcance e acesso a televisão fechada e a internet tem contribuído para isto. Também é preciso lembrar que as pontuações em anos diferentes possuem critérios diferentes. E mesmo com a pontuação referida a Rede Globo está distante da segunda colocada. Se somar com a Band há o dobro e mais um pouco em relação a soma dos demais canais abertos. Quem está perdendo a audiência, a televisão aberta ou o futebol?
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@amelchioretto
O futebol não está perdendo audiência
Na coluna desta semana quero apenas falar do título que ela leva. De antemão o leitor pode pensar que estou louco ou desatualizado. Ou ainda ter permanecido nos últimos anos alienado a todas as notícias. Vou tentar no texto de hoje argumentar o contrário das muitas fontes e diversas notícias. Quero seguir a mesma linha de raciocínio do blogueiro Edu César, do espaço Papo de Mídia. Ao longo da semana a coluna Fanático por Esporte também comentara do assunto. Segunda semana que, sem combinar, falamos dos mesmos temas, mas sob óticas diferentes.
A motivação que tive para também pensar neste assunto fora a publicação do site Notícias da TV, por Daniel Castro, do portal UOL, que ao comentar a suposta reunião que não aconteceu entre Rede Globo e os 20 clubes da ‘Série A’ foi manchetada como “o futebol pode acabar na TV aberta”. Em tempos que muito se falou da morte da F1 na TV aberta, os profetas do apocalipse esportivo já tentam lacrar o caixão do futebol em TV aberta. O site do portal UOL ainda lembra que o jogo entre Coritiba e Corinthians rendera apenas 13 pontos a medição do IBOPE, na Rede Globo na praça de São Paulo. Daniel Castro também lembra que o futebol na Globo vem perdendo 10% de audiência em cada ano.
Ao pensar a forma como o futebol é transmitido a coluna Fanáticos por Esporte traz uma reflexão interessante sobre a feitio “patelão” que a televisão aberta muitas vezes trata o produto. A busca pela audiência transforma o narrador em animador de picadeiro. Ao questionar os jogos que são levadas às telas muitas vezes são questionáveis, pois não levam em conta a qualidade técnica ou histórica dos envolvidos, mas o potencial de alcance da audiência. E claro, a (falta de) responsabilidade da entidade máxima do futebol que deveria gerenciar profissionalmente o espetáculo televisivo. Não se faz futebol profissional com gestão amadora.
No contrapé disto tudo tempos outros elementos e alguns são apontados pelo Edu César, como já citado. É incoerente pegar apenas os números da Rede Globo para avaliar a audiência do futebol. O jogo supracitado não rendeu apenas 13 pontos. Existe também os 5 pontos auferidos pela Band. Logo 13+5=18. Isto é claro, pensando apenas o mundo de São Paulo. Ainda é preciso lembrar da audiência significativa do Canal Premiere que temporada após temporada aumenta o número de assinantes. O sistema pay-per-view é de interesse direto dos clubes por causa da rentabilidade que gera. Não há apenas Globo e seus míseros 13 pontos. A medição deve levar em consideração todas as opções somadas.
Este caso é completamente diferente da análise apresentada na semana passada sobre a F1. Nas pistas não há concorrência e possibilidades como no futebol. E ainda é pensável outra possiblidade que é a audiência total da televisão aberta. Lembro das grandes decisões da última década do século passado que ultrapassaram a marca de 50 pontos no IBOPE. Isto não acontece nem em final de novela. Os números da TV aberta vem caindo numa forma geral – o aumento do alcance e acesso a televisão fechada e a internet tem contribuído para isto. Também é preciso lembrar que as pontuações em anos diferentes possuem critérios diferentes. E mesmo com a pontuação referida a Rede Globo está distante da segunda colocada. Se somar com a Band há o dobro e mais um pouco em relação a soma dos demais canais abertos. Quem está perdendo a audiência, a televisão aberta ou o futebol?
