Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr
Oportunidade perdida
Há algumas semanas tenho falado sucessivamente sobre a importância da mídia esportiva, enquanto necessita divulgar fatos e emitir opiniões veladas sobre assuntos, ter um comportamento que a faça apontar os lados de todas as situações. Dessa maneira, evita-se fazer juízo sobre determinado assunto e permite ao espectador decidir o que ele acha quando lhe são apresentadas as várias facetas de um mesmo assunto.
Até por isso é imperioso ressaltar e elogiar a série de matérias veiculadas no Esporte Espetacular, capitaneadas pelo repórter Eric Faria, ao longo desse mês. Ali há uma demonstração clara dos problemas que implodem o nosso futebol e sobre os quais tenham insistido a necessidade de serem informados.
Mérito novamente para o programa que após nos premiar com uma ótima matéria sobre a maneira como o futebol é encarado na Alemanha (esta feita pelo Renato Ribeiro) agora nos deixa claro que a decadência do nosso futebol e da nossa Seleção, veem acontecendo há décadas. E um dos grandes problemas dele é a Lei Pelé, debate esse que já pude presenciar no Debate Esportivo da Rádio Globo, onde o comentarista e ex-jogador Dé, o Aranha, deixava claro que a Lei apenas mudava o Senhor para quem o jogador deveria a sua vida, mas continuava com o mesmo problema.
Antes os clubes eram os donos dos jogadores e com essa desculpa começou a movimentação pela Lei Pelé, com a justificativa de que daria mais liberdade aos jogadores e seria a alforria de todos. No final das contas, apenas mudaram os donos e os jogadoras continuaram reféns. Até porque, brasileiros sempre dão um "jeitinho" de burlar o sistema.
A matéria foi pródiga em apontar essa deficiência da Lei e como o saldão que há na base dos nossos clubes de futebol resvalam na condição econômica do nosso país e na aposta que a família faz em cada um desses jovens, para que além de arrimo da família sejam o seu passaporte para uma condição melhor de vida. Senti falta disso na matéria mas, vá lá, passível se considerarmos que o objetivo foi cumprido.
Nossa mídia esportiva está perdendo a chance de fazer grandes matérias como essa e de apresentar a solução para que esses jovens queiram menos Champions League e mais Brasileirão. O nosso celeiro de problemas está sempre cheio e com isso pululam oportunidades fáceis de criar matérias que serão atuais ao mesmo tempo que falarão de coisas interessantes. Há 3 ou 4 debates diários que se repetem e discutem o mesmo assunto, apenas com pessoas diferentes, por isso, parabéns a Vênus Platinada por essa matéria e que venham outras mais.
Abraços.
@alipiojr
Oportunidade perdida
Há algumas semanas tenho falado sucessivamente sobre a importância da mídia esportiva, enquanto necessita divulgar fatos e emitir opiniões veladas sobre assuntos, ter um comportamento que a faça apontar os lados de todas as situações. Dessa maneira, evita-se fazer juízo sobre determinado assunto e permite ao espectador decidir o que ele acha quando lhe são apresentadas as várias facetas de um mesmo assunto.
Até por isso é imperioso ressaltar e elogiar a série de matérias veiculadas no Esporte Espetacular, capitaneadas pelo repórter Eric Faria, ao longo desse mês. Ali há uma demonstração clara dos problemas que implodem o nosso futebol e sobre os quais tenham insistido a necessidade de serem informados.
Mérito novamente para o programa que após nos premiar com uma ótima matéria sobre a maneira como o futebol é encarado na Alemanha (esta feita pelo Renato Ribeiro) agora nos deixa claro que a decadência do nosso futebol e da nossa Seleção, veem acontecendo há décadas. E um dos grandes problemas dele é a Lei Pelé, debate esse que já pude presenciar no Debate Esportivo da Rádio Globo, onde o comentarista e ex-jogador Dé, o Aranha, deixava claro que a Lei apenas mudava o Senhor para quem o jogador deveria a sua vida, mas continuava com o mesmo problema.
Antes os clubes eram os donos dos jogadores e com essa desculpa começou a movimentação pela Lei Pelé, com a justificativa de que daria mais liberdade aos jogadores e seria a alforria de todos. No final das contas, apenas mudaram os donos e os jogadoras continuaram reféns. Até porque, brasileiros sempre dão um "jeitinho" de burlar o sistema.
A matéria foi pródiga em apontar essa deficiência da Lei e como o saldão que há na base dos nossos clubes de futebol resvalam na condição econômica do nosso país e na aposta que a família faz em cada um desses jovens, para que além de arrimo da família sejam o seu passaporte para uma condição melhor de vida. Senti falta disso na matéria mas, vá lá, passível se considerarmos que o objetivo foi cumprido.
Nossa mídia esportiva está perdendo a chance de fazer grandes matérias como essa e de apresentar a solução para que esses jovens queiram menos Champions League e mais Brasileirão. O nosso celeiro de problemas está sempre cheio e com isso pululam oportunidades fáceis de criar matérias que serão atuais ao mesmo tempo que falarão de coisas interessantes. Há 3 ou 4 debates diários que se repetem e discutem o mesmo assunto, apenas com pessoas diferentes, por isso, parabéns a Vênus Platinada por essa matéria e que venham outras mais.
Abraços.

