Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@terra.com.br
@amelchioretto
Pagar para ver
Este que vos tecla vem ao longo dos meses vem defendendo duas ideias. Uma é relativa ao futebol e outra ao esporte em geral. No futebol se se faz urgente uma gestão profissional para além de torcedores nas diretorias. A segunda ideia afirma que os esportes só vão conseguir sucesso de mídia e crítica quando tiveram uma equiparação nos discursos de mídia com o futebol, esporte não falado não possui sucesso. Na coluna de hoje quero falar da gestão e do discurso do futebol a partir do sistema do pay-per-view (PPV). O sistema de PPV do Brasileirão é apresentado pelos canais PREMIERE. Canais pertencente a Globosat, braço do Grupo Globo que fora criado em 1997. Em sua história o sistema de PPV teve vários nomes. Do nascimento ao ano de 2006 chamado de Premiere Esportes, mudando para Premiere Futebol Clube e depois para PFC. Em 2011, mudou o título para Premiere FC. Em 2013 o canal mudou novamente a marca, o logotipo e o nome do canal para apenas Premiere. Transmitindo alguns estaduais e as duas principais divisões do nacional, além de programetes de alguns clubes.
A gestão do futebol precisa construir um caminho da geração de receitas que não seja tão dependente da televisão como é hoje. Nas últimas semanas alguns dirigentes de clubes reuniram-se com representando do Grupo Globo para rediscutir a distribuição dos valores de repasse do PPV. A discussão acontece porque por dados apresentados pela própria Globo mostra que enquanto que a audiência do futebol na televisão aberta (leia-se Band e Globo) cai, o número de pacotes PPV vendidos tem aumentado. Clubes argumentam que a audiência voltará a subir na TV aberta quando haverá um equilíbrio financeiro entre os clubes, justificam o péssimo futebol com a falta de receita televisiva. O ranking de clubes por torcedores na compra de pacotes de PPV são por ordem: Flamengo, Corinthians, Cruzeiro, São Paulo, Palmeiras, Grêmio, Internacional, Vasco, Atlético Mineiro e Fluminense, segundo o site mineiro SuperEsportes.
Concordo que a distribuição precisa ser igualitária. O modelo da liga inglesa é interessante e menos injusto que o modelo da liga espanhola, que prioriza dois clubes, algo semelhante com o modelo global adotado por aqui. O equilíbrio financeiro é importante para a competitividade. Mas os cartolas não podem apenas esperar a grana da televisão, é preciso investir em novas fontes de receitas. Pensar em lotar estádios seria uma maneira interessante e mais sábia que depender de assinantes da tv paga. Uma mudança de mentalidade é necessária e urgente para então melhorar o futebol brasileiro. Esta mudança tangencia a forma como a cobertura televisa é feita. A baixa audiência é questão de qualidade do produto e dos jogos que são exibidos. Mas parece-me que os cartolas estão mais interessados no PPV que numa gestão de fato profissional. Existem inúmeros modelos fora do Brasil que podem servir de espelho e de alerta também. Citei apenas dois no início deste parágrafo, mas podemos ir muito além. Ao terminar a Copa com o vergonhoso sete gols pensei, em fantasia, que poderia haver uma revolução em nossa gestão do futebol, mas vejo que fora um grande engano.
albio.melchioretto@terra.com.br
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Este que vos tecla vem ao longo dos meses vem defendendo duas ideias. Uma é relativa ao futebol e outra ao esporte em geral. No futebol se se faz urgente uma gestão profissional para além de torcedores nas diretorias. A segunda ideia afirma que os esportes só vão conseguir sucesso de mídia e crítica quando tiveram uma equiparação nos discursos de mídia com o futebol, esporte não falado não possui sucesso. Na coluna de hoje quero falar da gestão e do discurso do futebol a partir do sistema do pay-per-view (PPV). O sistema de PPV do Brasileirão é apresentado pelos canais PREMIERE. Canais pertencente a Globosat, braço do Grupo Globo que fora criado em 1997. Em sua história o sistema de PPV teve vários nomes. Do nascimento ao ano de 2006 chamado de Premiere Esportes, mudando para Premiere Futebol Clube e depois para PFC. Em 2011, mudou o título para Premiere FC. Em 2013 o canal mudou novamente a marca, o logotipo e o nome do canal para apenas Premiere. Transmitindo alguns estaduais e as duas principais divisões do nacional, além de programetes de alguns clubes.
A gestão do futebol precisa construir um caminho da geração de receitas que não seja tão dependente da televisão como é hoje. Nas últimas semanas alguns dirigentes de clubes reuniram-se com representando do Grupo Globo para rediscutir a distribuição dos valores de repasse do PPV. A discussão acontece porque por dados apresentados pela própria Globo mostra que enquanto que a audiência do futebol na televisão aberta (leia-se Band e Globo) cai, o número de pacotes PPV vendidos tem aumentado. Clubes argumentam que a audiência voltará a subir na TV aberta quando haverá um equilíbrio financeiro entre os clubes, justificam o péssimo futebol com a falta de receita televisiva. O ranking de clubes por torcedores na compra de pacotes de PPV são por ordem: Flamengo, Corinthians, Cruzeiro, São Paulo, Palmeiras, Grêmio, Internacional, Vasco, Atlético Mineiro e Fluminense, segundo o site mineiro SuperEsportes.
Concordo que a distribuição precisa ser igualitária. O modelo da liga inglesa é interessante e menos injusto que o modelo da liga espanhola, que prioriza dois clubes, algo semelhante com o modelo global adotado por aqui. O equilíbrio financeiro é importante para a competitividade. Mas os cartolas não podem apenas esperar a grana da televisão, é preciso investir em novas fontes de receitas. Pensar em lotar estádios seria uma maneira interessante e mais sábia que depender de assinantes da tv paga. Uma mudança de mentalidade é necessária e urgente para então melhorar o futebol brasileiro. Esta mudança tangencia a forma como a cobertura televisa é feita. A baixa audiência é questão de qualidade do produto e dos jogos que são exibidos. Mas parece-me que os cartolas estão mais interessados no PPV que numa gestão de fato profissional. Existem inúmeros modelos fora do Brasil que podem servir de espelho e de alerta também. Citei apenas dois no início deste parágrafo, mas podemos ir muito além. Ao terminar a Copa com o vergonhoso sete gols pensei, em fantasia, que poderia haver uma revolução em nossa gestão do futebol, mas vejo que fora um grande engano.

