Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@terra.com.br
@amelchioretto
No espaço desta semana quero comentar o fenômeno PVC no/a Fox Sports, mas antes uma questão. Nobre leitor, você conseguiria imaginar uma mídia sem sensacionalismo? Será interessante, equilibrada, neutra ou simplesmente um formato pastel?
A técnica que reúne uma seleção de textos de narrativa sensacional é um formato utilizado por diversos veículos que independem de seu formato. Esta técnica tem como objetivo único manter o foco da audiência diante da exploração dos fatos que numa linha editorial regular não geraria tamanha repercussão. O sucesso do sensacionalismo está na exploração da curiosidade. Tal exploração nem sempre é total. Diante da exploração sensacionalista é preciso estar atento ao conteúdo, a linguagem e por último a estratégia mercadológica que ela está associada para produzir frutos para quem “vende” a notícia. Em muitos casos a mídia que utiliza a técnica sensacionalista busca intervir no custo dos acontecimentos a fim de influenciar a grande massa em favor ou contra determinados aspectos. Uma desconstrução do fato para construção de uma opinião generalizada que elege mocinhos e denuncia malvadinhos através de um discurso anônimo e impessoal. Na última semana a mídia esportiva encheu-se de discursos impessoais em cima de uma persona muito respeitada.
No melhor estilo, espreme que sai sangue, a mídia esportiva, a partir de segunda-feira de noite, pós Linha de Passe da ESPN Brasil, bombardeou falando da saída de Paulo Vinícius Coelho dos canais ESPN. Não quero discutir o mérito da troca de canal, muito menos o profissional de respeito e admiração que é PVC, mas falar da onda sensacionalista que atingiu a mídia na internet esta semana. A maioria tratando como uma grande bomba. Alguns buscando argumentos que justifiquem a saída, outros decretando a nota de falecimento da filial brasileira do canal esportivo da Disney. Um grande exagero em cima de um movimento natural de mercado. A nota de esclarecimento de PVC (publicada também aqui no Esporte e Mídia) é clara e muito bonita, da ESPN direta e então ponto, chega de comentários sobre.
O exagero está estabelecido diante de manchetes do tipo: bomba, o fim de uma era, a grande mudança, o mundo após... concordo que a saída de PVC dos canais ESPN pegara muitos de surpresa, mas da mudança ao morte de um canal é um caminho que deixa o entremeio vago. Como diria Shakespeare, entre o céu e a terra existem mais coisas que nossa vã filosofia conseguiria explicar. Quando assinei pela primeira vez o serviço de televisão, busquei um pacote que oferecesse acesso aos canais ESPN e muito pelos comentaristas de lá. Mas nenhum canal está sustentando apenas em cima único profissional. A construção midiática é dada sobre grupos e linhas editoriais. Mas algumas linhas buscaram justificar um espaço pela audiência buscando explorar a mudança de PVC, como se tal mudança fosse algum decreto divisor de águas. Lamento demais os veículos que fizeram comentários sem responsabilizar pela qualidade das informações, aliás, são estes mesmos que neste período do ano apontam de maneira irresponsável as mudanças de clubes jogadores. Não ao sensacionalismo de informações. Sorte ao PVC nos canais FOX e sorte a ESPN na reposição deste ótimo comentarista.
Novamente vem a pergunta: quem ganha com isso? Sim, leitor, vou repetir a pergunta e dar a resposta costumeira a ela: somos nós assinantes. Mudanças deste tipo somente nos fazem bem. É a saída da zona de conforto para buscar um novo formato de debate com as novas possibilidades nos canais Fox Sports, entre elas PVC comentando Libertadores; noutra ponta ESPN buscando novo comentarista e novas ideias para seus programadas. Ganhamos.
P.S.: Antes de terminar gostaria de publicamente agradecer ao colunista Frederico que ao comentar brilhantemente na semana passada sobre as diversidade da televisão paga cita-me.
albio.melchioretto@terra.com.br
@amelchioretto
No espaço desta semana quero comentar o fenômeno PVC no/a Fox Sports, mas antes uma questão. Nobre leitor, você conseguiria imaginar uma mídia sem sensacionalismo? Será interessante, equilibrada, neutra ou simplesmente um formato pastel?
A técnica que reúne uma seleção de textos de narrativa sensacional é um formato utilizado por diversos veículos que independem de seu formato. Esta técnica tem como objetivo único manter o foco da audiência diante da exploração dos fatos que numa linha editorial regular não geraria tamanha repercussão. O sucesso do sensacionalismo está na exploração da curiosidade. Tal exploração nem sempre é total. Diante da exploração sensacionalista é preciso estar atento ao conteúdo, a linguagem e por último a estratégia mercadológica que ela está associada para produzir frutos para quem “vende” a notícia. Em muitos casos a mídia que utiliza a técnica sensacionalista busca intervir no custo dos acontecimentos a fim de influenciar a grande massa em favor ou contra determinados aspectos. Uma desconstrução do fato para construção de uma opinião generalizada que elege mocinhos e denuncia malvadinhos através de um discurso anônimo e impessoal. Na última semana a mídia esportiva encheu-se de discursos impessoais em cima de uma persona muito respeitada.
No melhor estilo, espreme que sai sangue, a mídia esportiva, a partir de segunda-feira de noite, pós Linha de Passe da ESPN Brasil, bombardeou falando da saída de Paulo Vinícius Coelho dos canais ESPN. Não quero discutir o mérito da troca de canal, muito menos o profissional de respeito e admiração que é PVC, mas falar da onda sensacionalista que atingiu a mídia na internet esta semana. A maioria tratando como uma grande bomba. Alguns buscando argumentos que justifiquem a saída, outros decretando a nota de falecimento da filial brasileira do canal esportivo da Disney. Um grande exagero em cima de um movimento natural de mercado. A nota de esclarecimento de PVC (publicada também aqui no Esporte e Mídia) é clara e muito bonita, da ESPN direta e então ponto, chega de comentários sobre.
O exagero está estabelecido diante de manchetes do tipo: bomba, o fim de uma era, a grande mudança, o mundo após... concordo que a saída de PVC dos canais ESPN pegara muitos de surpresa, mas da mudança ao morte de um canal é um caminho que deixa o entremeio vago. Como diria Shakespeare, entre o céu e a terra existem mais coisas que nossa vã filosofia conseguiria explicar. Quando assinei pela primeira vez o serviço de televisão, busquei um pacote que oferecesse acesso aos canais ESPN e muito pelos comentaristas de lá. Mas nenhum canal está sustentando apenas em cima único profissional. A construção midiática é dada sobre grupos e linhas editoriais. Mas algumas linhas buscaram justificar um espaço pela audiência buscando explorar a mudança de PVC, como se tal mudança fosse algum decreto divisor de águas. Lamento demais os veículos que fizeram comentários sem responsabilizar pela qualidade das informações, aliás, são estes mesmos que neste período do ano apontam de maneira irresponsável as mudanças de clubes jogadores. Não ao sensacionalismo de informações. Sorte ao PVC nos canais FOX e sorte a ESPN na reposição deste ótimo comentarista.
Novamente vem a pergunta: quem ganha com isso? Sim, leitor, vou repetir a pergunta e dar a resposta costumeira a ela: somos nós assinantes. Mudanças deste tipo somente nos fazem bem. É a saída da zona de conforto para buscar um novo formato de debate com as novas possibilidades nos canais Fox Sports, entre elas PVC comentando Libertadores; noutra ponta ESPN buscando novo comentarista e novas ideias para seus programadas. Ganhamos.
P.S.: Antes de terminar gostaria de publicamente agradecer ao colunista Frederico que ao comentar brilhantemente na semana passada sobre as diversidade da televisão paga cita-me.

