Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@terra.com.br
@amelchioretto
Um salto para o Brasil
Na coluna de hoje quero comentar declarações e entrevistas publicadas na mídia virtual sobre os direitos da UEFA Champions para o próximo triênio. Durante a semana que passou houve a publicação de entrevistas com Edgar Diniz, presidente do grupo e de André Henning o principal narrador do canal em diversos veículos. O espaço que o canal vem ganhando na mídia especializada se deve muito as conquistas e pela promessa de fazer uma transmissão diferenciada em TV paga e Internet. E que fique claro, amigo leitor, os direitos do grupo pertencente ao TopSports refere-se somente ao mercado por assinatura. Logo risca-se as transmissões UHF e via Parabólicas. Transmissões diferenciadas em mídias abertas e fechadas não são novidades, baste lembrar a Copa Nordeste de 2013. A competição fora vendida para algumas operadoras apenas. Mas o Esporte Interativo não é novato. O grupo já passa dos dez anos de existência, com parceira com a RedeTV! em 20014 transmitindo UEFA Champions, Liga Futsal e NBA e do Lusitano com a TV Cultura. Experiência contará nesta hora com a maior competição de clubes do planeta.
Há algumas semanas Lauro Jardim, da Veja, comentara a criação de um terceiro canal, mas até agora nenhum fonte ligada a emissora confirma a entrada de um terceiro canal. Até mesmo teria um nome provisório, EI MAX. A ideia de um novo canal pode ser interessante, mas vide os espaços que o canal regional EI Nordeste tem deixado. O presidente Edgar Diniz em entrevista a Rodrigo Mattos do UOL, prometera a transmissão dos 146 jogos, apenas não diz como. Ele, na mesma entrevista, faz uma crítica a TV linear. Será que isto pode abrir espaço a interpretações? Voltando ao EI Nordeste, sei que a proposta dele é voltar-se para o público nordestino, mas sua desfiguração no segundo semestre é gritante, por que não aproveitá-lo para as competições europeias com jogos ao vivo? Atualmente é possível acompanhar muitos reprises dos canais europeus ligados a alguns dos grandes clubes. Se há espaço para reprises porque não usar este espaço para a Champions? Penso que seria mais interessante que usar outros canais do grupo Turner.
Um salto para todo o Brasil, assim André Henning definiu esta nova fase do grupo. Falo de um grupo experiente de televisão, não são novatos, mas é evidente que a injeção do grupo Turner no EI contribuíra em muito para tal fato, para o grande salto, todos os canais esportivos de nosso país tem grandes grupos de sustentação: Globo; Bandeirantes; Disney; Fox e Turner. Mas o canal não pode ficar à mercê de TNT e Space para transmissão esportiva, embora seja uma possibilidade clara. É preciso negociar logo os detalhes para a transmissão e não repetir as novas chatas da inclusão de ambos canais da Fox Sports. O grupo conta com dois canais, fato, mas está fora das duas maiores operadoras, agora é o momento de entrada. Mas para entrar é preciso encontrar um denominador comum. Futebol na televisão é negócio, vide a coluna passada. Vivemos agora uma época de rápidas transformações midiáticas. A televisão sob demanda tenderá a crescer, transmissões multiplatoformas já são realidade. Será que o canal de nome interativo ajudará a intensificar esta tendência? Outro fator a se pensar é a migração do “fã do esporte” para a nova casa. Não será um simples trocar de canal, mas trocar linguagem e metodologia. Não estou a julgar, mas há diferenças fundamentais. Torço para o sucesso do Esporte Interativo nesta nova empreitada. Quem ganha com tudo isso somos nós espectadores com novas possibilidades.
P.S.: Não gosto do Freud (Fluminense/RJ) como jogador, mas é louvável o desabafo dele pós jogo. Precisamos de jogadores com opiniões que vão além das entrevistas plásticas que nada dizem. Que façam como ele fez, dando nome aos bois.
albio.melchioretto@terra.com.br
@amelchioretto
Um salto para o Brasil
Na coluna de hoje quero comentar declarações e entrevistas publicadas na mídia virtual sobre os direitos da UEFA Champions para o próximo triênio. Durante a semana que passou houve a publicação de entrevistas com Edgar Diniz, presidente do grupo e de André Henning o principal narrador do canal em diversos veículos. O espaço que o canal vem ganhando na mídia especializada se deve muito as conquistas e pela promessa de fazer uma transmissão diferenciada em TV paga e Internet. E que fique claro, amigo leitor, os direitos do grupo pertencente ao TopSports refere-se somente ao mercado por assinatura. Logo risca-se as transmissões UHF e via Parabólicas. Transmissões diferenciadas em mídias abertas e fechadas não são novidades, baste lembrar a Copa Nordeste de 2013. A competição fora vendida para algumas operadoras apenas. Mas o Esporte Interativo não é novato. O grupo já passa dos dez anos de existência, com parceira com a RedeTV! em 20014 transmitindo UEFA Champions, Liga Futsal e NBA e do Lusitano com a TV Cultura. Experiência contará nesta hora com a maior competição de clubes do planeta.
Há algumas semanas Lauro Jardim, da Veja, comentara a criação de um terceiro canal, mas até agora nenhum fonte ligada a emissora confirma a entrada de um terceiro canal. Até mesmo teria um nome provisório, EI MAX. A ideia de um novo canal pode ser interessante, mas vide os espaços que o canal regional EI Nordeste tem deixado. O presidente Edgar Diniz em entrevista a Rodrigo Mattos do UOL, prometera a transmissão dos 146 jogos, apenas não diz como. Ele, na mesma entrevista, faz uma crítica a TV linear. Será que isto pode abrir espaço a interpretações? Voltando ao EI Nordeste, sei que a proposta dele é voltar-se para o público nordestino, mas sua desfiguração no segundo semestre é gritante, por que não aproveitá-lo para as competições europeias com jogos ao vivo? Atualmente é possível acompanhar muitos reprises dos canais europeus ligados a alguns dos grandes clubes. Se há espaço para reprises porque não usar este espaço para a Champions? Penso que seria mais interessante que usar outros canais do grupo Turner.
Um salto para todo o Brasil, assim André Henning definiu esta nova fase do grupo. Falo de um grupo experiente de televisão, não são novatos, mas é evidente que a injeção do grupo Turner no EI contribuíra em muito para tal fato, para o grande salto, todos os canais esportivos de nosso país tem grandes grupos de sustentação: Globo; Bandeirantes; Disney; Fox e Turner. Mas o canal não pode ficar à mercê de TNT e Space para transmissão esportiva, embora seja uma possibilidade clara. É preciso negociar logo os detalhes para a transmissão e não repetir as novas chatas da inclusão de ambos canais da Fox Sports. O grupo conta com dois canais, fato, mas está fora das duas maiores operadoras, agora é o momento de entrada. Mas para entrar é preciso encontrar um denominador comum. Futebol na televisão é negócio, vide a coluna passada. Vivemos agora uma época de rápidas transformações midiáticas. A televisão sob demanda tenderá a crescer, transmissões multiplatoformas já são realidade. Será que o canal de nome interativo ajudará a intensificar esta tendência? Outro fator a se pensar é a migração do “fã do esporte” para a nova casa. Não será um simples trocar de canal, mas trocar linguagem e metodologia. Não estou a julgar, mas há diferenças fundamentais. Torço para o sucesso do Esporte Interativo nesta nova empreitada. Quem ganha com tudo isso somos nós espectadores com novas possibilidades.
P.S.: Não gosto do Freud (Fluminense/RJ) como jogador, mas é louvável o desabafo dele pós jogo. Precisamos de jogadores com opiniões que vão além das entrevistas plásticas que nada dizem. Que façam como ele fez, dando nome aos bois.

