Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr
Uma das grandes reclamações que percebo nas redes sociais e em sites esportivos é sobre os comentaristas de futebol. Quando o indivíduo é claramente ligado a algum clube, alega-se que ele está contra os demais e sendo conivente com o clube pelo qual ficou marcado. E a torcida deste clube, acha que como ídolo ele deveria ser mais complacente. Há ainda aqueles que são questionados por nunca "terem chutado uma bola" e são apenas estudiosos, chamados de curiosos como você e eu, que possuem uma opinião e nada mais. Por fim, há aqueles que são fracos demais e estão mais por um passado do que pelo que podem acrescentar (Edinho, Raul Quadros, são vocês mesmo). O fato é que não há consenso algum sobre o bom e o mal comentarista.
Com jogadores famosos se aposentando, cada vez mais são cooptados pelos canais esportivos e aí chegamos aos mais recentes: Roger, Juninho Pernambucano (pela SporTV/ Rede Globo) e agora, Alex (ESPN). O ex-capitão vascaíno até agora, é de longe o mais seguro e com ótimo olhar sobre a tática do jogo, independente do time que está comentando. Mas Roger tem causado uma série de descontentamentos, inclusive dos seus amigos que ainda estão jogando.
Alex, na semana em que foi anunciado como reforço da ESPN, foi na jugular quando disse, nas entrelinhas, que ele (Roger) não teria moral para falar de ninguém, por não ter sido lá o melhor dos atletas e ser conhecido por diversos problemas nos clubes em que jogou. Mas isso seria um impeditivo para comentar? Ou seria melhor ainda que comentasse? Roger, inclusive, já disse em diversas oportunidades sobre alguns de seus problemas, usando como parâmetro para os comentários que fez.
O que me parece, não só partindo do ex-jogador do Coritiba como também da classe boleira, uma preocupação de que este ou aquele comentarista conte os meândros do migué. Algo que todos sabem em tempos de divulgação rápida da notícia e redes sociais. Vamos cornetar o comentarista, vamos discutir sua visão do jogo e vamos até contestar suas afirmações táticas, mas só por ter rompido com o corporativismo não, né?
Perigamos fazer como aconteceu ontem, no programa "A Última Palavra" na FOX Sports, quando Renato Maurício Prado e Sormani discutiram asperamente pois o primeiro achava que o segundo, morador de São Paulo, não poderia falar de um clube do Rio de Janeiro. Vivemos ou não vivemos a época da corneta nos comentaristas?
Abraços
@alipiojr
Uma das grandes reclamações que percebo nas redes sociais e em sites esportivos é sobre os comentaristas de futebol. Quando o indivíduo é claramente ligado a algum clube, alega-se que ele está contra os demais e sendo conivente com o clube pelo qual ficou marcado. E a torcida deste clube, acha que como ídolo ele deveria ser mais complacente. Há ainda aqueles que são questionados por nunca "terem chutado uma bola" e são apenas estudiosos, chamados de curiosos como você e eu, que possuem uma opinião e nada mais. Por fim, há aqueles que são fracos demais e estão mais por um passado do que pelo que podem acrescentar (Edinho, Raul Quadros, são vocês mesmo). O fato é que não há consenso algum sobre o bom e o mal comentarista.
Com jogadores famosos se aposentando, cada vez mais são cooptados pelos canais esportivos e aí chegamos aos mais recentes: Roger, Juninho Pernambucano (pela SporTV/ Rede Globo) e agora, Alex (ESPN). O ex-capitão vascaíno até agora, é de longe o mais seguro e com ótimo olhar sobre a tática do jogo, independente do time que está comentando. Mas Roger tem causado uma série de descontentamentos, inclusive dos seus amigos que ainda estão jogando.
Alex, na semana em que foi anunciado como reforço da ESPN, foi na jugular quando disse, nas entrelinhas, que ele (Roger) não teria moral para falar de ninguém, por não ter sido lá o melhor dos atletas e ser conhecido por diversos problemas nos clubes em que jogou. Mas isso seria um impeditivo para comentar? Ou seria melhor ainda que comentasse? Roger, inclusive, já disse em diversas oportunidades sobre alguns de seus problemas, usando como parâmetro para os comentários que fez.
O que me parece, não só partindo do ex-jogador do Coritiba como também da classe boleira, uma preocupação de que este ou aquele comentarista conte os meândros do migué. Algo que todos sabem em tempos de divulgação rápida da notícia e redes sociais. Vamos cornetar o comentarista, vamos discutir sua visão do jogo e vamos até contestar suas afirmações táticas, mas só por ter rompido com o corporativismo não, né?
Perigamos fazer como aconteceu ontem, no programa "A Última Palavra" na FOX Sports, quando Renato Maurício Prado e Sormani discutiram asperamente pois o primeiro achava que o segundo, morador de São Paulo, não poderia falar de um clube do Rio de Janeiro. Vivemos ou não vivemos a época da corneta nos comentaristas?
Abraços

