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NBA no SporTV: vida longa e próspera, por Albio Melchioretto #30

Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@terra.com.br
@amelchioretto

A semana que passou teve alguns eventos e notícias significativas: a proposta do Grupo Globo para Rio-16; a volta do italiano ao vivo para os canais ESPN; o Grenal da Paz com longos debates gerados na mídia; também haveria o jogo da terceirona do espanhol pelo Esporte Interativo via Real Madrid TV e a aguardada estreia da NBA no ‘Canal Campeão’. Esta última é a temática que vou abordar no texto de hoje. Claro que também é merecido lembrar do grande nome da cultura nerd, Spok. Não cabe na coluna, mas vida longa e próspera a todos nós.

E a bola subiu no Sportv. Não foi a primeira transmissão, já que o canal mostrara amistosos das franquias que compõe a liga. O bacana é que a competição agrega o canal como transmissor. São agora quatro canais a mostrar a competição por aqui: ESPN; Sports+; Space e o Sportv. Aliás, os canais da Disney, mantém e estendem os direitos até 2026.  Cada qual com seu jogo, com seus dias de transmissão. Com tanta diversidade quem ganha somos nós espectadores que nos possibilita maiores oportunidades de ver o melhor basquete do mundo com três jogos semanais a mais na fase regular pelo canal mais a final de uma das conferências, a ser dividida esta, com o canal Space.

A transmissão teve algumas particularidades. Comanda por Roby Porto e Byra Bello tendo como convidados Renatinho e Jorge Sá a equipe se mostrou muito preocupada em explicar aos espectadores os detalhes. Imagino que o canal tenha partido do pressuposto que os acompanhantes devessem ser marinhos de primeira viagem e não o fã habitual da competição. Extremamente didática. Os comentários partiam do pressuposto de mostrar as diferenças entre as regras da NBA com as da FIBA, como se o basquete fosse algo díspar. Penso que aqui o canal exagera nas diferenças. Não carece muitas explicações. São peculiaridades e não regra geral como o canal tentou vender. Roby Porto esteve na equipe clássica da ESPN Bristol até 2005 e fez por ela muita NBA, o que o credencia a fazer um ótimo trabalho, pela experiência, pena que alguns “vícios” globais atrapalham o andamento natural da narração. Escrevo este texto antes das transmissões de sábado e domingo, mas desejo que as próximas não sejam ‘tão’ didáticas.

Durante o jogo dois pequenos deslizes de Porto foram suficientemente comentados nas mídias sociais. O espectador por vezes é cruel demais com a mídia. Aquilo foi um momento claro de distração que em nenhum grau desmerece a capacidade de trabalho de Roby. Mas a diversão sobre o erro alheio fora muito maior. Outra repercussão, mais inteligente, fora o comentário sobre a “Arena de Dallas” que existe somente para o Grupo Globo. Enquanto que todos acompanharam o jogo na American Airlines Center o GG insistia em Arena de Dallas. O veto da equipe que controla o canal chega a ser irritante. Já mencionei neste espaço, a quatro colunas atrás, o desserviço que é a destruição das marcas. Mas enquanto isso, bola ao cesto.


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