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Radialista atingido por bomba no Mineirão reclama de falta de assistência

O radialista Christian Mascary (foto), da Rádio Sucesso FM de Divinópolis/MG, atingido por uma bomba atirada por um torcedor durante o clássico do último domingo (8) no Mineirão, criticou o descaso dos promotores do jogo que não prestaram assistência médica a ele depois do incidente. A informação é do jornal O Tempo, por Thiago Nogueira.

Após sentir dores de cabeça e no ouvido direito, o radialista procurou um otorrinolaringologista na última segunda-feira (9/3), mas a consulta e exames custariam R$ 900, valor que não tem como arcar no momento.

“Minas Arena, Federação Mineira, AMCE (Associação Mineira de Cronistas Esportivos), Cruzeiro. Ninguém me procurou. Um advogado do Cruzeiro me procurou só para se resguardar de uma punição. Ficou mais preocupado com a testemunha”, lamentou.

A AMCE disse que, após a partida, enviou um e-mail ao coordenador de esportes da rádio Sucesso Divinópolis, Ricardo Lima Dias, para colocar a entidade à disposição do profissional. O chefe de Mascarenhas, entretanto, afirmou que estava tudo bem e que o episódio foi somente um susto.

Já o Cruzeiro disse que acompanhou todo o incidente, oferecendo atendimento especializado após o jogo, mas também foi informado que não era necessário. Pontuou ainda que um representante foi até a delegacia para acompanhar a apreensão do torcedor e que o advogado do clube foi até o vestiário para se colocar à disposição do radialista.

"A informação da polícia é de que foi feita a revista normalmente nos torcedores e que não foi detectado nenhum tipo de artefato. Em momento algum o Cruzeiro foi comunicado de que ele precisou fazer outros exames. O clube fez tudo o que estava a seu alcance para ajudá-lo”, acrescentou o diretor de comunicação do clube, Guilherme Mendes.

Após a explosão do artefato, o repórter perdeu a consciência e precisou de atendimento. Encaminhado ao posto do estádio, a médica plantonista não constatou nada grave, mas recomendou que ele procurasse um especialista.

A Minas Arena atribuiu a responsabilidade de assegurar socorro à Federação Mineira de Futebol e disse que o repórter afirmou estar ileso após o incidente. "A ambulância que presta atendimento dentro do estádio, assim como a equipe médica que atende as ocorrências, são contratadas pela organizadora do evento, no caso".

Por sua vez, a Federação Mineira de Futebol ressaltou que prestou toda a assistência ao radialista durante o jogo. Segundo a entidade, o funcionário  Eduardo Cosso, além de procurar Mascarenhas no estádio, tentou contatá-lo por meio de seus telefones pessoas na última segunda-feira (9/3), mas não conseguiu.

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