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| Colunista fala da expansão do vôlei na TV aberta |
A cultura monoesportiva na televisão aberta está mudando? Para esta reflexão descarto o canal Esporte Interativo. Depois da RedeTV! apresentar-se como a casa do vôlei a Band ao longo da semana também apresentou algumas novidades. Saímos do futebolcentrismo para a voleicultura, mas será mesmo, ou apenas um “modismo”? O canal do Morumbi apresentará o Mundial de Vôlei de Praia (masculino e feminino), o Grand Slam de Vôlei de Praia (masculino e feminino), a Copa do Mundo de Vôlei (masculino e feminino) e também as Liga Mundial de Vôlei e Grand Prix de Vôlei foram sublicenciados pela Band, conforme apontou Flávio Ricco no Portal UOL. Claro que Band, na TV aberta não estará sozinha, eventualmente alguns jogos das competições citadas acima, com exceção das de vôlei de praia, serão mostradas pela Rede Globo. Em tempos de demissão no esporte parece que TV! e Band estão indo na contramão? Acredito que não, talvez seja uma tentativa de aquecimento pré-olímpico. Pena que tais iniciativa, historicamente, não se sustentam. Se os dois canais mostrarem apenas os jogos, sem trazê-los para as mesas de debate e longos comerciais não se sustentarão. Ambos nada tem a perder, pois o traço parece visitar os marcadores de audiência. Se cada um dos canais trouxer também anunciantes e fazer um bom trabalho, ganhamos nós espectadores e o próprio esporte. Mas só mostrá-los ou escanteá-los para a madrugada não farão sucesso. Mas diante de tudo isso, cabe lembrar, que existe o interesse da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) em reconstruir uma imagem desgastadas pelos últimos escândalos. Torço para que o vôlei tenha vida longa na televisão.
O outro assunto da semana é a mudança esportiva da grade da ClaroTV. Não sou torcedor de operadora, sou um consumidor que troca de serviço conforme a oferta (financeira e de produto). Os assinantes da operadora foram pegos de surpresa diante do anúncio da retirada dos canais Esporte Interativo e Esporte Interativo Nordeste, sendo substituídos respectivamente por ESPN+ e I-Sat, sempre na definição padrão. Enquanto paira dúvida nas redes, o pronunciamento oficial do EI, destacado aqui no Esporte e Mídia, é mais duro e dá nome a bois. Não quero entrar no mérito da troca, se fora por diferenças financeiras, exigências de acionistas ou mudanças contratuais, mas quero salientar que o “fã do esporte” perde duas opções. Enquanto a Turner está numa cruzada para entrar em outras operadores, a terceira maior, retira e isto justamente acontece num momento de fortes investimentos com a chegada da Champions e outras categorias sondadas em bastidores. Mas qual o papel do assinante agora? Poluir as redes solicitando o canal? Aguardar novidades? Escutar narradores em cruzada para solicitar o canal? Rezar? Penso que a saída devesse ser outra, comparar as ofertas, as operadores, os preços e a quantidade de canais. Desta vez, no jogo de perder e ganhar, é da operadora pois deixa de ofertar dois canais. A concorrência apresenta ambos em alta definição e Premiere “total”. Nos últimos cinco anos vivemos uma expansão de prestação de serviços, embora estejamos longe dos nossos vizinhos de continente, mas esta expansão permite ao usuário uma melhor escolha. Eu estou saindo da Claro, talvez volte um dia, mas não agora, além da qualidade, quero quantidade na minha televisão.
Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto


