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| Gilvan Pinho, presidente do Cruzeiro (Foto: Washington Alves/VIPCOMM) |
Em conversa que aconteceu minutos antes da cerimônia de posse de Marco Polo Del Nero, o presidente Gilvan de Pinho conversava de forma acalorada com o diretor da emissora, Marcelo Campos Pinto, na frente do prédio da confederação.
O cartola reclamava da recusa da entidade mineira em transferir o duelo contra o Atlético/MG para sábado, em vez do domingo. A Globo Minas também interveio no caso, antes, dizendo que não havia acordo para que a partida acontecesse antes do horário tradicional, já que o Galo não aceitou.
O pedido de desculpas, no entanto, não vale de nada, segundo Gilvan. "Eu recebi a informação do jurídico nosso de que o nosso presidente do STJD negou o pedido de garantia para jogar no sábado, com o argumento de que a federação fez chegar até ele um outro ofício assinado por uma pessoa que eu não conheço, da Globo Minas, dizendo que como o Atlético/MG não aceitou jogar no sábado, não havia o tal acordo necessário para a mudança do dia do jogo. O STJD acatou. É um absurdo o comportamento da federação mineira neste caso", afirmou o mandatário do Cruzeiro.
"Eu recebi um pedido de desculpas hoje aqui da direção maior da Rede Globo. Mas não vale nada. Era preciso que a emissora se posicionasse no todo, contra esse funcionário que mandou o ofício para o STJD. E eu estou indignado, indignado com a postura da federação mineira, com a falta de pulso do presidente, com ele decidindo em favor do Atlético-MG. Na semana passada, o presidente teve um posicionamento a favor do Atlético-MG, para dar mais descanso ao clube. Por isso, eu concordei com ele. O critério era justo. Mas não era pra nos prejudicar agora", completou.
O grande problema é que após jogar a semifinal no domingo, o time voltará a campo em menos de 50h de intervalo para enfrentar o Universitário de Sucre, na próxima terça-feira pela Libertadores. O artigo 25 do Regulamento Geral de Competições da CBF abre exceções para casos como esse somente em situações excepcionais.
"Só vamos ter 49 horas de diferença para o outro jogo. A gente chegou sem ninguém descansar. E o time não teve perna para aguentar o jogo numa partida adversa. A federação não teve respeito com o time filiado a ela. Agora, essa é a segunda semana seguida de prejuízo para o Cruzeiro. Se está na tabela, vamos fazer isso. Não tem como. Vamos entrar em campo com contusões. Somos filiados, por enquanto. Estamos pensando na liga, para sair disso", continuou.
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