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Coluna do Albio Melchioretto #46: Novos canais e velhos problemas

Colunista fala sobre a chegada de novos canais como o EI Max
Faz dias que estamos a discutir a inclusão de dois novos canais de esporte em nossa terra. Até agora nenhum deles fora confirmado pela agência reguladora, mas já causam muita conversa entre os aficionados e mídia especializado. Sobre eles que a coluna de hoje também quer falar. Ambos pertencem a braços poderemos das comunicações, o EI Max, do grupo Time Warner, Turner e beIn Sports braço do grupo Al-Jazeera. O EI Max chegará em agosto com a proposta de ser o principal mostrador da UEFA Champions, tornando-se o terceiro canal da família Esporte Interativo. O canal do grupo árabe, o beIN, que também é dono do PSG, tem por ora só intenção, nenhuma negociação em si para cá estar. Não quero discutir estas possibilidades, mas questionar sobre estas duas possibilidades.

Segundo dados publicados na semana que passou no Estadão, os canais esportivos no Brasil movimentaram 387 milhões de dólares em faturamento no ano passado. Na América do Sul, somente no Brasil e no Chile o líder em segmento esportivo são do próprio país. Não é à toa que o mercado internacional está de olho na fatia do bolo. No Brasil temos Globo; Bandeirantes; ABC Disney; Fox e Turner que brigam no momento. Ao observar nossos vizinhos veremos que lá há menos opções nas telas. Aqui está em despedia da TimeOut, porém, não é por fracasso, mas por manobra da operadora com a agência reguladora.

Mas o que pode representar a entrada de novos canais? Há espaço ou o mercado já está saturado? O EI Max não acrescentará muitas coisas, apenas será um reposicionamento de marca por questões contratuais, ou melhor, esvaziar-se-á o Esporte Interativo. Já o beIN Sports, se julgarmos pelos mercados que estão também não é intenção de acrescentar, mas de abocanhar e disputar com a nata. Não gosto das perspectivas apresentadas por ambos, vou na linha que quando maior a oferta melhor, porém, é preciso qualidade e diversidade. De nada adiantará haver vinte opções de canais se todos tiverem a mesma linha editorial.  Diante de tudo ainda existe outro lado, as operadoras. Algumas são conhecidas pelas trocas de canais e não pelas adições e endurecimento nas negociações e canais que se autovalorizam. Vide as novelas recentes para inclusão dos canais FOX Sports e o que está por acontecer com o EI Nordeste. Gostaria de ter mais opções, mas será que as teremos?

Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto





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