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Interrogatório nas Coletivas, por Alipio Jr. #45

Luxemburgo foi um dos que concederam coletiva na última semana (Foto: Reprodução/L!TV)
Há algumas semanas atrás, falamos sobre as coletivas de imprensa dos nossos boleiros e técnicos de futebol. E essa última semana de maio, houve entrevistas coletivas em excesso. Com o escândalo na FIFA, houve coletiva do Blatter e do Del Nero. A saída de Luxemburgo do Flamengo motivou a sua própria coletiva e dos responsáveis pelo Clube. Sem contar com as tradicionais pós-jogo, na rodada do final de semana.

Um jornalista esportivo da Folha de São Paulo reclamou de algo específico e no primeiro momento, achei que poderia ser implicância e preciosismo dele. Logo depois, outro colunista, dessa vez da Globoesporte.Com fez a mesma observação e aí chamou a minha atenção. O chato não era o outro ou o colunista, era algo notável. Você, caro leitor, poderá achar supérfluo e implicância nossa, mas a partir de hoje, perceberá também.

O que seria? Simples: duas ou mais perguntas ao entrevistado nas coletivas de imprensa.

Quando há um momento quente ou o jogo teve momentos interessantes, há um alvoroço na sala de imprensa. São 40 minutos, para uma infinidade de jornalistas e ele precisa perguntar para justificar sua presença e precisa fazer a pergunta certa.

No afã de fazer “A” pergunta, notei com a reclamação destes colunistas de outros portais, que alguns repórteres fazem duas ou três perguntas de uma vez. E o resultado não poderia ser outro: As perguntas não são respondidas, o entrevistado não entende e vira comédia pastelão.

Para embasar meu texto, assisti as entrevistas acima e vi todas as possíveis pós-jogos do final de semana. Excetuando Eric Faria, da Rede Globo e um ou outro repórter de Rádio, todos os demais fazem a mesma coisa. Vira um interrogatório! Alguns tiveram a pachorra de fazer três indagações numa única e ainda interromperem o entrevistado para complementar.

Não dá. O entrevistado já está sob pressão e normalmente nervoso ou pouco à vontade com aquilo tudo. Ao ser inquirido como num interrogatório, ele se sente pronto para a fogueira e com diversos Torquemadas à sua frente, como na Santa Inquisição.

A solução é cada repórter pensar melhor na sua pergunta, torná-la sucinta ou ter a chance de uma réplica. Assim tornaria mais fácil a fluidez do papo e o momento seria menos inquiridor e mais interessante. Até porque todos usam as perguntas uns dos outros.

Até a próxima e não deixe de registrar sua opinião nos comentários.

Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr










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