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Coluna do Albio Melchioretto #59: Quando custa ou é por quilo?

Para o colunista, não justifica a existência do EI Maxx2 em qualquer operadora (Foto: Divulgação)
NOBRES, quero no início desta semana comentar dois aspectos díspares, a Copa Sul-Minas e o EI Maxx2.  Nos últimos dias a mídia esportiva tem focado a questão dos canais Esporte Interativo e todo imbróglio que envolve a entrada ou não dos canais nas maiores operadoras. Em meio há entrelinhas tem-se falando da Sul-Minas, mas antes disso, por mais crítico que possa ser aos estaduais, copas regionais, podem representar problemas.

Há semanas que lemos notícias da volta do certame. Uma competição com clubes do Sul, Minas Gerais e possivelmente Fluminense e Flamengo, do Rio de Janeiro. Uma competição bem enxuta, com dez partícipes e poucas datas. A criação de uma competição entre os grandes respinga em toda estrutura mostrenga de nosso futebol. Verdade ou não, se fala em três canais interessados em exibir a competição. Porém, nos bastidores já começam uma movimentação de mudanças. Também fala-se, do interesse de Vasco e Botafogo em retornar a Rio-São Paulo. Mas neste falatório todo como ficam os pequenos? É óbvio que o Grupo Globo irá exigir uma revisão de contrato e cotas com os estaduais esvaziados, os pequenos vão tornar-se ainda menores. E como ficam os assinantes dos canais Premiere? Pagar para ver estaduais de pequenos e grandes de reservas? Não basta criar uma competição, achar um canal e pronto. Enquanto não for pensando um calendário sistémico centrado num objetivo de construir uma estrutura de futebol teremos competições, criadas, esvaziadas e algumas aberrações geográficas, como a Copa Verde, por exemplo. A ideia de copas regionais parece ser boa, mas a operacionalidade é triste. Calendário inchado e estruturas sem sequências. A solução passa por uma racionalização de calendário. Cabe a pergunta título de um filme brasileiro: “quando vale ou é por quilo?”

Citei acima os canais Premiere. Penso que o Grupo Globo deveria ver alguma coisa para além daquilo que oferece ao assinante. A proposta do canal é focada no ‘paga para ver’, porém, seria interessante oferecer algo além das duas principais divisões do brasileiro e os seis estaduais. Existe o plus do baiano, pernambucano e goiano ao logo dos estaduais, mas agregar alguma competição extra como oferta seria melhor que encher com programetes de clubes.  Um canal de VT da rodada ou uma competição “não comum” seria legal... oferecer jogos de algum campeonato dos países vizinhos como ‘mimo’ para os assinantes? Criatividade para atrair novos assinantes.

Faço todo este parágrafo com ideia ilusória para chegar ao segundo tema da coluna, o EI Maxx2. Imagine você leitor, dono de uma operadora de televisão. Você contrataria um canal com apenas 180 minutos de eventos esportivos ao vivo por semana? Por mais forte que a Champions possa ser, não justifica a existência do EI Maxx2 em qualquer operadora. Não há cardápio esportivo. A Turner poderia ofertar o segundo jogo da rodada no Esporte Interativo com sinal exclusivo para as operadoras. Outra coisa que desagradou-me na primeira semana da fase de grupo foram os poucos reprises no EI Maxx. Há um excesso de debate e pouca mostragem da competição. Em noite de dias de jogos, o canal deveria focar nas reprises para aproveitar o espectador que está a trabalhar durante os jogos. Seria uma estratégia mais interessante que exceder no parlatório.

Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto











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