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| A dclaração foi dada por Alberto Pecegueiro, diretor geral da Globosat (Foto: Paula Giolito/Folhapress) |
"No início de agosto, nós tínhamos praticamente fechado um acordo com duas grandes operadoras do país, com as bases financeiras acertadas. Quarenta e oito horas depois do acerto, ambas voltaram atrás. Nesse meio tempo, aconteceu um discurso de um importante executivo de uma emissora em feira da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura, no qual ele dizia que havia loucos à solta no mercado, referindo-se à Turner", conta Diniz. A Turner, gigante americana da área do entretenimento, é sócia-majoritária do Esporte Interativo.
Ainda que evite citar nomes, no período citado por Diniz aconteceu fala de Alberto Pecegueiro, diretor-geral da Globosat, na ABTA, em que ele falava de "loucos à solta", referindo-se aos valores investidos por emissoras na aquisição de direitos de transmissão, entre elas a Turner, a atuação do grupo Discovery na Europa e também a Al-Jazeera. Na mesma ocasião, uma mesa-redonda que tratava da relação entre os valores investidos na compra de direitos de transmissão e seu efeito na cadeia de valores do mercado, ele disse que cabia às operadoras dar o limite a esse tipo de "loucura". A Globosat controla a SporTV, concorrente do Esporte Interativo.
"E as operadoras que voltaram atrás não reclamaram dos nossos preços, que são substancialmente inferiores. Foi uma reviravolta que nos gerou uma preocupação muito grande. A gente estranha se tiver alguma interferência indevida no mercado" continua Diniz.
Contatado, Pecegueiro negou qualquer espécie de interferência nas negociações entre Esporte Interativo e as operadoras.
"Não tenho nenhuma participação nessa negociação. Eu não tenho nada a ver com a relação da Tuner com as operadoras. Atribuir à minha fala qualquer revés nas negociações com o Esporte Interativo, eu acho quase cômico. Você acha que uma frase é capaz de impedir uma negociação de uma empresa do tamanho da Turner com as operadoras?", explicou.
"O Edgar está se baseando muito no discurso da Fox há alguns anos, que em algum momento tentou vilanizar a Globosat. A própria entrada da Fox Sports nas operadoras mostra que a Globosat não tem nada a ver com isso", acrescenta, lembrando das dificuldades que a FOX Sports teve inicialmente para negociar espaço nas grades das operadoras.
"Não praticamos qualquer tipo de veto junto às operadoras. Essa história é velha, e a Fox Sports está aí para provar", diz Pecegueiro.
"Toda a negociação por direitos esportivos envolve uma lógica de negócios. A gente vê no mundo, e não só no Brasil, algumas tentativas que carecem dessa lógica. Isso encarece toda a cadeia de valor do mercado", conclui, explicando sua fala sobre "os loucos no mercado".
Diniz explica que as conversas com as operadoras continuam, e que não tem interesse em acionar qualquer órgão fiscalizador do mercado, como o Cade (Conselho Administrativo da Defesa Econômica).
Procurada, a Sky reafirmou que não há previsão para a entrada do canal Esporte Interativo em sua grade.
"A Sky reforça que já oferece os principais canais de esportes da TV por assinatura brasileira, entre eles BandSports, Fox Sports, Fox Sports 2, Sportv, Sportv2, Sportv3, ESPN, ESPN Brasil e ESPN", afirmou em nota. A NET não respondeu.
FALTA DE EVENTOS
Não andou um milímetro a negociação da Turner para incluir o Esporte Interativo nas operadoras Net e Sky, segundo publicou neste sábado o colunista Flávio Ricco, no UOL. A falta de outros bons produtos na sua linha de programação continua fazendo a diferença, segundo ele.
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