![]() |
| Colunista comenta a chegada do sinal HD de canais esportivos em algumas operadoras (Foto: Reprodução) |
O mercado de alta definição ainda é um mercado a ser explorado. Na próxima semana vivenciaremos o primeiro piloto do desligamento do sinal analógico, em Rio Verde, Goiás. Cada vez mais populariza-se as televisões sem CRT. Aliás, por falar em CRT quero contar um causo. Minha vó, teve sua antiga televisão danificada na queda de um raio, faz alguns meses. O desejo dela era ter uma TV “grande”. Certo na minha convicção o grande seria uma de muitas polegadas. Mas ela continuou, quero uma “grande” e não uma pequena como a tua. A minha televisão é uma, full-HD de Plasma. Foi então que entendi que o tamanho para vó, não era o espectro de tela, mas sua dimensão, com tubo, afinal os novos televisores, são leves e ocupam pouco espaço, portanto o pequeno de vó, faz alguma sentido. Conto esta história, mas para mostrar que estamos vivendo numa época de transição, das televisão analógicas em 4:3 para tecnologias digitais em 16:9, e com isto também mudará nossa forma de ver televisão, do linear para movimentos sob demanda. Estamos nós preparados para as mudanças?
Os assinantes, a independer da operadora, causam frisson nas redes sociais virtuais quando da chegada de novos canais. Chovem comentários dos chamados “fãs” e críticas, muitas vezes duras, severas ou outras infundas sobre tais inclusões. Quando trata-se de canais esportivos, as críticas são maiores, porém, mesmo assim, as operadores insistem neste segmento. Em eventos do setor, há uma concordância sobre o gasto para a operadora em manter um canal de esportes, que é infinitamente superior aos demais gêneros. Mesmo assim eles são adicionados às grades e causam ojeriza quando não são. Um estar paradoxal.
Existe uma demanda para tal atitude. O que diante das evidencias de inclusão, parece-me um fato consolidado. Porém, na coluna #32, aponto uma pesquisa da Folha de S. Paulo que afirmava ser uma prioridade para assinantes, o esporte, para apenas 15% dos usuários. Na contramão dos dados, nos últimos oito anos o crescimento da venda dos pacotes do “Brasileirão” no PPV aumentam. Também é fato, sem prender-me a números, as operadoras que não possuem tal opção, ou que tem outro foco de mercado, possuem baixa quantidade de assinantes. Então, vejo as iniciativas das operadoras OiTV, Claro e Nossa TV uma necessidade de prender telespectadores em momentos que o mercado oscila. As duas maiores, aqui, focam clientes que possuem um apresso pela alta definição, enquanto que a Nossa TV mostra ser uma alternativa interessante para um público segmentado e específico. Onde quero chegar com tudo isso? Levantar alguns argumentos para entender a corrida por canais esportivos, mesmo quando fóruns digam o contrário e pesquisas mostrem baixo índice, mas na prática deve resultar em possibilidades maiores.
Mas uma pergunta ao nobre leitor, a inclusão de canal nas operadoras merece uma coluna?
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto


