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| Colunista comenta a possibilidade da Globo divulgar os naming rights da Arena Corinthians (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com) |
A partir disso foi cunhado um resumo muito simples para explicar o que seria isonomia, normalmente dito por todos que é “tratar os iguais como iguais e os desiguais como desiguais”. Sabemos que nem todos são iguais, mas essas diferenças precisam ser melhor tratadas e esclarecidas.
Esse longo preâmbulo, caro leitor, é para regressarmos a um assunto que já discutimos por aqui, mas que novamente surgiu na última semana que são os famigerados naming rights dos estádios. Ou se você preferir a concessão dos direitos do uso do nome do Estádio de determinado clube, sempre ignorado por quase todos os canais esportivos.
Não é segredo para ninguém que o atual campeão brasileiro, o Corinthians, pegou R$ 400 milhões emprestados com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para a construção do seu estádio e tem demonstrado certa dificuldade para levantar todo o valor. A previsão final de pagamento é 2028 (!!). E aí meu caro, quando você deve R$ 10 mil o problema é seu, quando você deve R$ 400 milhões, o problema é do banco.
Nesta semana a Revista Época, na sua coluna esportiva, noticiou a possibilidade do clube paulista conseguir negociar seus naming rights e há uma infinidade de boatos das empresas interessadas que vão de empresas varejistas à financeiras e até aí tudo normal em se tratando de Brasil.
O que causou estranheza nas matérias ao longo da semana, foi a afirmativa da Rede Globo em falar nas suas transmissões o novo nome da Arena, desde que o Corinthians assinasse sua renovação de contrato (o que aconteceu) e que houvesse uma conversa (leia-se negociação) entre emissora e futuro patrocinador.
Por isso começamos a coluna falando sobre isonomia: Por que essa mesma benevolência não foi concedida aos demais clubes que já possuem estádio e naming rights negociados?
Por acaso essa mesma abertura na negociação seria impossível? A mesma sugestão que a emissora deu agora, será repassada aos demais clubes? Já que as empresas esqueceram os demais canais e preocupam-se com a exposição na Rede Globo, Premiere e SPORTV, não era o momento de demonstrar que o pensamento é diferente e abrir esse leque para todos os demais?
O racha que acontece na negociação dos clubes tem origem justamente no tratamento desigual que é recebido não por causa do tamanho da torcida, da venda de ingressos ou que tais, mas no tratamento anormal que lhes é dispensado.
Abraços e até a próxima.
Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr


