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Coluna do Carlos Salvador #81: Cobertura Esportiva (Proposta de divisão das cotas de TV)

Alguns clubes não estão aceitando a nova proposta da Globo (Foto: Divulgação)
Agora que já sabemos a composição dos 20 times que vão participar da série A do campeonato brasileiro em 2016, veio a tona o valor que cada clube irá embolsar por participar do campeonato. Além da vergonhosa disparidade de valores, há a não menos vergonhosa disparidade de tempos de contrato. Enquanto times considerados maiores pela TV possuem contrato fixo de 3 anos, os times menores e os recém promovidos possuem contrato de um ano apenas, ou seja, se cair já era a cota de TV. Não há um critério plausível por exemplo, que justifique a igualdade entre a chapecoense que irá para a 3ª temporada seguida na série A, com o Santa Cruz, 10 anos longe da Elite. O que dizer então da lacuna ABSURDA entre Corinthians e Flamengo para o terceiro melhor pago, São Paulo? No mínimo, uma vergonha. Outra disparidade notada é a diferença de R$ 40milhões entre Palmeiras e Cruzeiro. O primeiro esteve duas vezes na série B nos últimos 12 anos, enquanto o segundo conquistou TRÊS vezes o título da Série A. Impossível encontrar critério.

O colunista pensou, pensou, leu e tentará propor aqui uma hipotética conta para uma divisão mais igual entre os 20 participantes da Série A. Foi levado em conta alguns critérios:

•    Valor total distribuído – R$ 1.230.000,00
•    Valor distribuído de forma IGUAL – 40% do total (independente da posição na ultima edição do torneio ou posição de acesso)
•    Valor distribuído por classificação final – 30% do total (valoriza a batalha dos times por cada posição até o final, evitando muitas vezes a escalação de times mistos ou as famosas “entregadas”
•    Valor distribuído por ocupação média no seu estádio – 30% do total (motiva o clube a ampliar seu sócio torcedor, criar atrativos para encher seu estádio e consequentemente motivar seus atletas a sempre jogar de com casa cheia)
•    Estatísticas acima retiradas da classificação final de 2015 e do site Globoesporte.com/seriea.

Esse último detalhe referente a ocupação é diferente da media de publico. Se o time A possui média de 15 mil por jogo num estádio de 50 mil, sua ocupação é de 30%. Se o time B possui média de 12 mil por jogo num estádio de 22 mil, sua ocupação é de 54%, portanto o time B receberia mais valor neste quesito.
Com base nos dados de 2015 tanto para os times remanescentes da Série A, quanto os times promovidos da Série B, chegamos ao seguinte quadro:


Algumas situações detectadas:

•    A diferença do primeiro ao ultimo seria de R$ 66.420.000,00 – muito menos que os R$ 150.000.000,00 atuais;
•    O Flamengo desceria de R$ 170milhões para menos da metade, R$ 59.286.000,00, devido a má classificação e baixa ocupação em seus jogos como mandante;
•    A Chapecoense saltaria de R$20milhões para R$ 62.796.000,00 – o triplo do valor atual
•    O São Paulo deixaria de ser o 3º com R$100milhões para ser o 9º com pouco mais de R$64 milhões, muito por culpa da baixa ocupação de sua torcida,
•    13 clubes aumentariam significativamente seu faturamento com cota de TV neste sistema.

O contrato deveria ser para o campeonato corrente, ou seja, no ano seguinte, seguem os mesmos valores, porem redistribuídos novamente dentro dos critérios.

E aí gostaram? Quais sugestões, críticas, ideias? A caixa de comentários e de vocês.

Carlos Salvador - colunista do Esporteemidia.com
facebook.com/carlosaugusto.salvador
@calosalvador








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