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| Colunista comenta a ausência dos canais FOX Sports no line-up da Oi TV (Foto: Reprodução) |
Lembro com certa frequência da frase de Trajano, no antigo programa matinal da ESPN, de ótima qualidade, acerca da entrada do primeiro FOX Sports, “isto é briga de cachorro grande”, fala o jornalista. A expressão usada por ela retrata muito o mundo das negociações das operadoras e programadoras. Exigências, termos, detalhes, há mais coisas que apenas valores de repasse ao assinante e o custo de manutenção. Porém, diante dos grandes cachorros, sobramos nós, mortais, que temos acesso ou não a alguma programação, quando um contrato permite. Faço esta introdução para falar dos seis dias de apagão que os assinantes da Oi TV vivenciaram diante dos cachorros Oi e Fox. A pergunta que motiva a postagem de hoje é:
Os canais Fox Sports fazem tanta falta assim ao assinante?
Qual canal esportivo você abriria mão?
Sou assinante da Oi TV. E os dias de ausência me fizeram questionar sobre a necessidade de tê-los em meu pacote. Sou assinante de televisão faz dez anos. Passei por diversas operadoras, fui entusiasta da Oi em seu lançamento, saindo dela logo depois para ir para a Claro. Lá permaneci até a retirada dos canais Esporte Interativo. Voltei para Oi TV pela oferta de esportes comparando preços, que é meu principal motivo para assinatura. Se estou numa operadora pelo esporte, a retirada de canais do gênero pesam na decisão de permanecer ou não na operadora. Não estou e nem quero julgar o interesse dos grandes cachorros apenas o meu com meu bolso.
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Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com albio.melchioretto@gmail.com @amelchioretto |
É lógico que fiquei frustrado com a tela preta e alegre com a volta, assim pude acompanhar a estreia da brilhante narração de Deva na Fox Sports. O gol de Lucca foi um gol histórico por ser o primeiro de Deva no novo canal, como sua narração mostrou. Mas avaliei o que perdi nos seis dias. Apenas alguns jogos e só. É claro que o canal muito oferece, tem várias competições de futebol; basquete espanhol; automobilismo; alguns jogos de tênis e os programas da casa. Mas isto tudo vale até que ponto? Não falo da Fox, a mesma medida para todos os canais. Explico o que motiva o questionamento. Com a popularização da televisão paga (e quem bom que aconteceu e tomara que ela continue a expandir-se) os canais esportivos tornaram-se mais do mesmo, as linhas editorias, com pequenas ressalva, são parecidos, diferenciado os debatedores e não as linhas, as competições são marcadas pela equidade de escolhas e raramente pinta alguma novidade, salvo a Superliga Indiana, um joguinho em vídeo-tape do espanhol e outro do Belga. Quando veremos algo inédito por aqui? Como um campeonato uruguaio na íntegra, um chinês, alguma competição para além do trivial? não estou falando de rugby de areia, mas de jogo à vera! Então, ficamos com o mais do mesmo nas mãos da exclusividade.
A Oi TV tem uma fatia de 5% do mercado. Não é muito diante das grandes como Net/Claro e Sky, mas é um pedaço considerável. A Fox tem um histórico estranho, está longe de pequenas operadoras regionais; já teve entraves com a Sky e há fontes que afirmam que a negociação com o maior grupo do Brasil parece que será difícil também. Mas esta história, não é uma história de bonzinhos e malvadinhos... mas alguns números ajudam a entender o tamanho de cada um, dos dez jogos mais vistos no Brasil em 2015 na televisão paga, nove foram do Sportv e apenas um no Fox Sports, o Cruzeiro e São Paulo, pela Libertadores.
Ei, Oi TV, falta o EI Maxx2 e também o The Golf Channel.
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