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| Colunista deve dificuldade de acompanhar jogo da Série A2 do Paulista pelo rádio (Foto: Fábio Rogério/Jornal Cruzeiro) |
Agora, sem pensar muito (não vale pesquisar no Google), cite cinco nomes de jogadores do time profissional mais perto de você! Conseguiu? Eu lembrei de apenas um! Minha cidade é Blumenau, sede do Metropolitano, lembrei de Léo Moura e apenas ele.
O mote da coluna desta semana foi a minha dificuldade em acompanhar o jogo Santo André versus Atlético Sorocaba pela rádio ao longo da semana. Enquanto temos uma briga entre Globo e Turner pelos direitos do brasileirão, as divisões inferior são ignoradas. No referido jogo, tentei via sistema de rádios online encontrar uma das rápidos para ouvir a peleja enquanto programava.
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| Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com albio.melchioretto@gmail.com @amelchioretto |
Também neste tempo, li na página de Rafael Reis, no UOL, que Barcelona versus Sevilha, no Fox Sports rendeu 1,61 pontos enquanto que Palmeiras x Ferroviária, na Band, no mesmo horário registrou apenas 0,69. Desconsiderando os 7,83 da Globo. Números válidos para São Paulo na televisão paga. O mesmo bloggeiro, em outro exemplo, destacou que Liverpool foi mostrado 7 vezes; Barcelona; Bayern e Chelsea 6 cada, enquanto que Santos apenas 1, e Corinthians e São Paulo 4 vezes na televisão, desconsiderando o PPV. Maior audiência e maior exposição.
Com estes três parágrafos chego a algumas questões que me incomodam. A ausência dos times brasileiros na mídia é a morte do futebol nacional. Sem exposição não há investimento e retorno.
A morte dos pequenos clubes já está em curso, me mesmo as rádios estão acreditando no retorno das transmissões esportivas. Quando a mídia não valoriza o time citadino e prefere a programação comercial normal ao invés do futebol local, está decretando o fechamento do caixão e a morte do mesmo. A valorização do futebol europeu foi evidenciada pelos números acima. Junto com ele aparecem alguns fenômenos que não combinam com o futebol dos pequenos. Isto desemboca na elitização do esporte, da televisão paga, do PPV, da ausência da geral, a ausência do local transformar-se-á na ausência de torcedores, sem torcedor não há paixão, vide a quantidade de pessoas nos estádios. Junto a isto a geração Playstation que prefere cultura qualquer jogador da elite europeia em detrimento ao Zé Desconhecido do XV da Cidadezinha Qualquer. Futebol é negócio, mas as grandes marcas, apoiadas pela atenção midiática estão matando os pequenos e a morte começou pela ausência destes das rádios.
Sobre o tema, já escrevi:
#12 A democratização das transmissões esportivas
#46 TV Pública é lugar de futebol
#51 Para que serve um blog para um time pequeno?
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