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Coluna do Albio Melchioretto #82: A F1 sairá da mídia de massa?

Colunista comenta o futuro da Fórmula 1 no Brasil (Foto: Reprodução)
Feliz Páscoa. Que a celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo possa despertar em nossos corações os sentimentos de paz e de serenidade!

Os amantes da F1 perderam, neste ano, uma opção de transmissão das corridas. O Sistema Globo de Rádio deixou de fazê-la, seguindo a decisão das estações Jovem Pan e Estadão. No momento apenas rádios do grupo Bandeirantes estão com as corridas pelas frequências de BandNews e Bradesco Esportes. Além do alto valor cobrado pelo direito de transmissão, há também a audiência em queda. Enquanto uma cresce, outra diminui.

Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto
Um movimento interessante para a categoria é perceber como nossos vizinhos estão relacionando-se com a categoria. Os direitos em toda América Hispânica pertence a Mediapro, exceto Brasil, até o ano de 2019. Não há rádios na América Latina, exceto Colômbia via RCN Rádio. O contrato de transmissão da MidiaPro com a F1 inclui a criação do Canal de F1 Latin America. O canal está presente na televisão paga da Argentina; Chile; Venezuela; Colômbia e Venezuela. Além da F1, também são transmitidos os eventos da GP2; GP3; Porsche Supercup e TCR Internacional. Um canal que vive de espetáculo único. Uma especialidade perigosa, seja pela proposta de continuidade e pelos valores cobrados. No continente há transmissão de canais abertos, porém, em horários diferenciados também. Cada vez mais a categoria distancia-se da massa.

Qual será o futuro da categoria no Brasil? A Rede Globo tem diminuído o espaço sensivelmente nos noticiários e a qualificação é uma raridade somada em punhado de segundos. Nas pistas há anos que não temos um figura de herói a moda de nossos campeões. Sem brasileiro em destaque, qualquer esporte perde audiência, salvaguardo a exceção da NFL, mas não vem ao caso desta coluna. Os últimos anos vivemos momentos que impediram competitividade, como as eras Schumacher, Alonso, Vettel e Merecedes. Poucos nomes que dominam épocas. A ausência de heróis nacionais e de competitividade tem-se mostrado inimigos do grande público. As rádios estão saído, uma após a outra e até quando durara na televisão aberta?

Sobre a F1 na mídia já escrevi:
#5 Globo sem F1

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