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| Colunista comenta o uso da mesa tática nas transmissões da Globo (Foto: Reprodução) |
Para alguns, falar sobre números e sobre as possíveis variações de um time é uma grande besteira. Antero Greco, comentarista da ESPN, disse que saber “sopa de números” era besteira e que o talento brasileiro bem azeitado bastaria para ganhar títulos, como já o fez no passado. A análise pueril de resultados é o que nos fez chegar no humilhante 7 a 1.
Esse futebol não existe mais, penso eu. O futebol moderno, de hoje, é de ocupação de espaços, mudanças de posição e reação rápida ao que faz o adversário durante o jogo. Conceitos defendidos por ninguém menos que Cruyff, que infelizmente se foi na última semana e por todos os bons treinadores do Brasil e do mundo.
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| Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com @alipiojr |
Nos últimos 15 dias, assisti a cada jogo possível prestando atenção no que os comentaristas diziam sobre o que estavam vendo. Num jogo do Leicester, líder da Premier League, o comentarista disse que o time “era um mistério e que atacava rapidamente”, isso há poucas rodadas do final da competição. No clássico carioca, Botafogo x Fluminense, outro comentarista disse que o time alvinegro era “organizadinho”. Dá pra encher uma coluna só com o que ouvi em tantos jogos de campeonatos diferentes.
A Rede Globo, por algum mistério milenar da cultura chinesa tem uma “mesa tática”. A ideia é boa para analisar a proposta dos times. Ela dificilmente é utilizada e quando é não passa dos 10 segundos por que ou não sabem como explicar de maneira interessante para o público ou por acharem bobagem.
Nem sempre toda essa tática ganhará campeonatos, é óbvio. Essa é a maravilha do futebol. Mas muito da dificuldade dos nossos times provém da (in) capacidade de quem comanda de entender isso e se um comentarista, tenha sido ou não jogador, não sabe ler o jogo, a quantidade de besteiras que ele falará será grande. Como normalmente acontece.
Um grande abraço e até a próxima.
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