| Juca Kfouri disse que não era petista, apesar de ser contra o impeachment (Foto: Reprodução/ESPN.com.br) |
Juca relatou o episódio em seu blog no portal UOL e contou que uma situação parecida ocorreu na segunda-feira retrasada. O grupo, entretanto, era formado por oito pessoas. Ele não estava em casa, mas sua e mulher e o guarda-noturno presenciaram a cena. Desta vez, o colunista decidiu abordá-los.
"Logo fui dizendo que eles estavam enganados, que não sou e nunca fui petista e que sou contra o impeachment (...) O de máscara falou: 'Eu gostaria que você repetisse que não é petista, porque sou seu fã' (...) Repeti e voltei a dizer que era contra o impeachment, além de dizer que o que eles estavam fazendo era um absurdo e que não me intimidavam. Ele retrucou: 'Mas não entendo como você pode ser contra o impeachment e não ser petista'. 'Porque você é um ignorante político', respondi. Ao que ele reagiu: “Não sou, não, eu leio Gramsci, a CartaCapital e o Vermelho."
Segundo Juca, que estava acompanhado do filho e da mulher, um dos homens notou a aproximação de dois guardas da rua e disse ao que estava mascarado: “Então pede desculpa e vamos embora”. O grupo deixou o local sem se desculpar. "Valentes, muito valentes", finalizou o jornalista em seu relato.
Na manhã desta terça, Juca identificou de onde era o carro. O veículo pertence à empresa Moas Indústria e Comércio Importação e Exportação Ltda, localizada no Parque Industrial. Os donos são Mordekhai Moas e Alegretta Tilda Safatis Moas.
Ele conversou com o filho dos proprietários, Moris Moa, que garantiu entregar, até às 15h00 desta terça (29), os quatro nomes dos responsáveis. De acordo com o jornalista, Moa negou participação no caso, apesar de uma foto dele, identificada pelo colunista na internet, ser muito parecida ao motorista do Honda Civic.
Ao Portal Imprensa, Juca, que havia acabado de conversar com o suspeito de dirigir o automóvel, lamentou a intolerância das pessoas diante das opiniões políticas. "Ninguém quer ouvir ninguém. Ninguém está querendo mais ser convencido de coisa alguma. Está todo mundo com a sua verdade absolutamente fixada e faz esse tipo de covardia que está se tornando cada vez mais frequente", disse.
Para o jornalista, o modo de barrar esse comportamento acirrado é não se intimidar. "Eles ficaram muito surpresos ontem quando eu desci e os abordei. Provavelmente, não acreditavam que isso pudesse acontecer. Na hora que eu cheguei eles imediatamente pararam e ouviram", acrescentou.
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