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| Colunista menciona a ausência de debates politizados na mídia esportiva (Foto: Reprodução) |
Agora como pensar espectadores livres no refletir se, a mídia de maneira geral, prefere tutelar ao invés de propor ações de questionamento e reflexão? Chego aqui por conta da passividade que a mídia esportiva se coloca diante da crise política. Não há um debate profundo do caminho que foi trilhado e das perspectivas de futuro. Uma inércia sobre os Jogos Olímpicos, atrasos e custos é apenas um dos exemplos. A morte dos autódromos, a falência dos clubes menores são outros exemplos. O esporte precisa de uma gestão orgânica. Há uma sensação que todos sabemos dos erros, mas ninguém fala. O que é mantido fora do discurso pode ser facilmente esquecido. São poucos os profissionais da mídia esportiva que se manifestam sobre questões de política, da ausência de investimento no esportes de alto rendimento, da marginalização do dinheiro da Loteria, da manutenção dos monstros da Copa do Mundo. Parece-me mais fácil permanecer na menoridade e mostrar gols e discutir erros de juízes com mil câmeras, é mais cômodo que reportagens investigativas, sinto falta de Lúcios de Castros nos mais diferentes canais. Atividades segmentadas não contribuem para o esporte, apenas fomentam a menoridade. O debate de construção da moralidade política no esporte foi esquecido e estamos acompanhando a triste agonia de sua morte.
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| Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com albio.melchioretto@gmail.com @amelchioretto |
Enquanto agonizamos diante da menoridade entre a mídia esportiva e os cartolas temos novidades do “estrangeiro” por aqui. A Superliga da China, a partir de sua sexta temporada é mostrada pelo BandSports. Ganha o canal com uma nova proposta de futebol, ganha o espectador que poderá acompanhar futebol alternativo, não necessariamente grandes jogos. O principal empecilho que vejo será o ingrato horário dos jogos “ao vivo”, mas se o canal souber explorar reprises poderá conquistar uma audiência significativa.
Amigo leitor, gostaria de ver a promoção de amplos debates sobre a coisa do esporte; da politização das mesas redondas e de haver maioridade esportiva. Por que não aprender isto com a organização da Superliga Chinesa?
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