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Árbitros negam influência de repórter da SporTV em expulsão no jogo do Palmeiras

Omar Feitosa é preparador físico do Palmeiras e foi expulso no jogo contra o Rio Claro (Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras)
A partida entre Palmeiras e Rio Claro, válida pelo Campeonato Paulista e disputada na noite desta quinta-feira (1º), no Pacaembu, foi marcada por uma polêmica envolvendo os árbitros do confronto e o preparador físico Omar Feitosa também dividiu a atenção dos palmeirenses, especialmente nas redes sociais.

Durante a segunda etapa, o repórter do SporTV/Premiere, Tiago Maranhão, comunicou durante a transmissão que Omar Feitosa usava um aparelho eletrônico para se comunicar com alguém, algo que não é permitido pelo regulamento da Fifa. Logo após o ocorrido, o árbitro do confronto, Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza, expulsou o preparador físico, levantando suspeitas entre os torcedores de que o repórter teria informado ao quarto árbitro, Magno de Sousa Lima Neto, a infração, que teria repassado a informação ao árbitro principal. Após o confronto, o repórter publicou uma mensagem em uma rede social dizendo não ter informado ninguém sobre a infração.

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De acordo com o UOL Esporte, por Vanderlei Lima, o árbitro Marcelo Aparecido Ribeiro de Sousa explicou como a situação se desenrolou. Segundo o árbitro, ele foi informado pelo quarto árbitro que Omar Feitosa estava utilizando um equipamento eletrônico, algo proibido pela Fifa desde a Copa do Mundo de 2014.

"É um trabalho em equipe, e eu preciso confiar na minha equipe. Como não pode ser utilizado nenhum aparelho eletrônico, eu fui até lá e ainda fiz questão de perguntar para ele, para deixar bem claro que ele estava agindo de má fé. Ele poderia ser honesto e sincero e falar: 'Ah, Marcelo, eu usei, mas não vou usar mais', mas ele negou o tempo todo", explicou o árbitro, antes de acrescentar.

"Não tive contato com nenhum repórter em nenhum momento. Se o meu quarto árbitro, que está ali perto, teve algum contato com ele, não é do meu conhecimento. As imagens de TV pegam bem ele usando o equipamento, eu fiquei ainda mais chateado e triste porque ele negou para mim. Futebol, às vezes, é feito de bom senso. Se o cara vem com transparência e pede desculpa e tal, o jogo estava tranquilo, eu poderia ter usado o bom senso se ele tivesse sido sincero comigo, mas ele negou, então tive que exclui-lo do jogo", relatou Sousa.

Já o quarto árbitro, Magno de Sousa Lima Neto, também se defendeu das acusações de que teria obtido informações com o repórter. Segundo Neto, ele já havia reparado que Omar usava algum aparelho eletrônico durante o aquecimento dos atletas do Palmeiras, mas só teve a constatação instantes depois.

"Tive que chamar atenção do preparador em relação ao aquecimento dos jogadores ao lado do banco de reservas, pois ali não é lugar de aquecer, estavam atrapalhando a linha do campo. Quando cheguei para falar com Omar, vi que ele era o único de casaco. Até aí, não suspeitei, só achei estranho, porque estava calor. Me chamou atenção um negócio preto, perguntei se era um rádio, e ele me disse que não, que era plug de um equipamento que estava usando", relatou Neto.

Após os jogadores serem deslocados para o fundo do campo para o aquecimento, eles atrapalharam o trabalho dos fotógrafos. Com isso, um fiscal da Federação Paulista de Futebol foi conversar com o quarto árbitro para resolver a situação. Neste meio tempo, o técnico Cuca chamou um jogador para entrar em campo, foi quando Neto viu que Omar utilizava o aparelho eletrônico.

"Eu já tinha perguntado mais uma vez se não era um rádio e ele me disse que não. Em uma substituição, percebi que ele pegou, levantou o plug preto e começou a falar. Foi aí que intimei ele, pedi que ele abrisse o casaco. Ele abriu e disse: 'eu vou tirar', mas como ele já havia sido advertido por mim, informei ao árbitro. Omar, malandro, tirou o rádio e jogou para o canto, abriu a blusa e disse que não estava com nada, mas eu disse que ele poderia ser mandado embora", detalhou Neto.

Por fim, o árbitro negou ter recebido qualquer informação do repórter Tiago Maranhão, salientando que ele já havia reparado a situação antes mesmo da informação ser dita ao vivo na transmissão.

"Se o repórter falou, eu já tinha visto antes. Se você olhar as imagens do jogo, em duas oportunidades eu vou lá advertir o Omar. Eu já tinha ido perguntar para ele. Quando ele voltou do fundo do campo correndo, segurando e falando, ele não estava louco, ele estava com rádio. Não fui avisado por ninguém de fora, não teve interferência externa", concluiu o árbitro.

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