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| Colunista comenta atitude de José Trajano no último 'Linha de Passe' na ESPN Brasil (Foto: Reprodução) |
Ao cursar o Ensino Médio optei por fazer em uma cidade distante da casa de meus pais. Nos feriados aproveitava para viajar e regressar ao lar da infância. Isso na segunda metade dos anos de 1990. Lembro que nos domingos à noite, no aconchego da casa, fazia meu pai acompanhar comigo o Cartão Verde da TV Cultura. Época que a bancada contava com Juca Kfouri, José Trajano e Flávio Prado. Acostumei-me com debate esportivo de qualidade para além das fanfarrices próprias dos debates de domingo à noite. Anos mais tarde, ao assinar um plano de televisão optei um por acompanhar a velha guarda, que nem sempre concordo, mas que trazem incômodos reflexivos.
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Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@gmail.com
@amelchioretto |
Já escrevi diversas vezes aqui que os esportes e clubes que estão foram da mídia estão fadados a morte. Já refleti também da importância do ciberespaço como vitrine dos pequenos e esquecidos. O que me motiva as linhas de hoje é um sentimento de indignação. Segunda-feira passada, Trajano, no Linha de Passe recusou-se a comentar e interviu na discussão da mesa no jogo de Sport x Aparecidense pela Copa do Brasil. Concordo que o regulamento da Copa do Brasil é medíocre e que numa semana de jogos decisivos pela libertadores, seja mais atrativo discutir os grandes do eixo a discutir um time reserva, com envio de treinador reservar, contra outro sem divisão pela primeira fase da Copa. Concordo, mas enquanto este pensando de ignorar os menores for sistemático o futebol não vai se desenvolver.
A postura de Trajano, que muito aprendi, na segunda-feira passada causou-me profundo incômodo. O fato poderia no programa despertar uma reflexão e uma discussão acerca do regulamento esdruxulo da Copa do Brasil, como também explorar o “Brasil da Copa do Brasil”, uma fala da desigualdade no esporte ou uma pauta sobre o quão distantes somos do pais do futebol, etc, etc e mais etc. Porém, a veemência em não comentar o jogo em questão em detrimento de outros bate de frente como o fato da televisão paga passar por um processo de popularização em nome da audiência. A preocupação excessiva pela massificação dos programas de debates marcam a morte da racionalização sobre qualidade.
P.S.: Um nobre leitor sugeriu-me falar também no novo programa de PVC e Beting no Fox Sports, a sugestão está anotada e farei em breve.
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