 |
| Colunista analisa os diversos tipos de comentaristas esportivos na TV (Foto: Reprodução) |
Em tempo de redes sociais, informação demais, conteúdo de menos, cada vez mais vemos cair o nível de comentários, participações e opiniões em transmissões esportivas. A função comentarista nos últimos anos ganhou importância, perdeu qualidade. E assim como o excesso de jogos de um time prejudica a qualidade do espetáculo, as aparências sucessivas em debates ou partidas transmitidas gera muito desgaste da imagem. O meio esportivo brasileiro sempre foi bem servido de comentarista, mas ultimamente está com um nível mais baixo do que tínhamos anos atrás. Hoje em dia qualquer motivo é motivo para ser comentarista esportivo. Temos ex jogador comentarista que é ótimo, mas a maioria é fraco. Temos comentaristas/jornalistas fracos, mas a maioria é ótimo. Existem os analistas de números, aqueles que durante a transmissão se atentam a dizer quantas vez o atleta jogou de meias brancas em dias ímpares durante a noite. Existem os novos ‘coxinhas’, que entendem pouco ou nada da história esportiva, e que entendem que o time da moda é o melhor da sua própria história. Não podemos deixar de lado aqueles que são qualquer coisa, menos comentaristas. Que gostam da bagunça, da festa, da arruaça, discussão durante um programa de debate. E destes eu me arrisco a dizer que está cheio. Outro tipo que temos na televisão brasileira é o narrador comentarista. Deste temos pouco, mas o pouco que temos, incomoda e é chato sem precedentes. Há de ressaltar ainda que existe comentarista de arbitragem, de goleiro...
Por último e não menos importante temos o comentarista torcedor, que é bem diferente do torcedor comentarista. O primeiro não quer saber de noticias dos outros times, só o dele presta. A arbitragem não presta, o time do outro estado não presta. Os reforços virão para o time dele, o camisa 10 do seu time devia estar na seleção. Esse tipo de comentarista é o pior. Não devia estar na televisão, em debate para rede nacional bradando e levantando bandeira da sua emoção, sem consideração com consciência a sua razão. O segundo tem seu time (como a maioria tem), não esconde sua paixão, porém sabe comentar com imparcialidade. Sabe expor sua opinião de maneira coerente, correta, seja para o time A, time B ou o seu time. Esses, estão cada vez mais raros na televisão, infelizmente...
Escrevo isso para perguntar qual será a primeira emissora a lançar o comentarista de transmissão? Aquele que vai comentar a atuação dos seus narradores, repórteres, blogueiros, comentaristas, analistas, etc.. Quem terá peito de exilar o corporativismo velado entre sua própria linha de debates e ter alguém que avalie para o telespectador, o nível de suas equipes de transmissão?
A ideia está lançada..
Correção!
Leitores frequentes e assíduos da coluna, comentaram na semana passada sobre a “desinformação do colunista” ao questionar porque não transmitir jogos da Série B com o os times que assinaram contratos de transmissão de 2019 em diante pelo Ei. O colunista não está desinformado e sabia que já estava fechado com a Globo. PORÉM, o questionamento foi baseado na possível negociação entre os canais para ‘troca’ de partidas de transmissão e principalmente sublicenciamento, semelhante ao que será realizado com a Rede TV e a TV Brasil em 2016.
Abraços!
Baixe nosso APP para todos os
tablets e smartphones.
Curta nossa página no
Facebook.
Siga o Esporteemidia.com no
Twitter.