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| Colunista analisa o perfil de alguns os narradores esportivos da TV (Foto: Reprodução) |
Assim como os comentaristas, temos os mais variados perfis. Tem o narrador declamador, aquele que fala de forma calma, tranquila, que parece estar recitando uma poesia, em vez de narrar futebol. Tem o narrador bordão, aquele que pensa que tudo tem que ter frase de efeito. Temos o narrador comentarista, que dá pitaco em tudo, opina em tudo e relega o comentarista a uma função terciária. Enfim, os perfis são muitos, e alguns dos mais presentes nas transmissões merecem destaque.
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| Carlos Salvador - colunista do Esporteemidia.com facebook.com/carlosaugusto.salvador @calosalvador |
Téo José é bom, e só. Não é ótimo, mas não é ruim. Seu nível nas transmissões geralmente sobe ou desce, de acordo com seu parceiro de comentários. Já passou dos 50, dificilmente deve melhorar.
No EI temos dois narradores que merecem destaque: Jorge Iggor, a quem comparo como a terena promessa. É como se fosse aquele ponta direita de 29 anos que ainda pode estourar no futebol, mas dificilmente vai conseguir. Agora, precisamos falar sobre André Heeeeeeeeeeeenning! O careca surgiu muito bem no EI em 2007, mas de uns tempos pra cá peca na ‘emoção’. Grita demais, exagera em muitos lances, vibra mais que qualquer jogador que esteja em campo, uma pena.
Nos canais ESPN, são vários os bons narradores, com destaque para o ‘poético’ Paulo Andrade, que conduz muito bem a transmissão, e mostra conhecimento e estudo para o narrador sempre são bem vindos. Temos ainda Rogério Vaughan, dono de uma voz quase perfeita para narração esportiva, mas que se tornou especialista em apenas um campeonato de futebol, cometendo erros de pronuncias em transmissões de outros certames.
No SporTV a batalha é forte. Jota Júnior é bom, mas não está no nível de Luiz Carlos Júnior e principalmente Milton Leite. O carioca tem um bom timbre de voz, descreve muito bem o que acontece em campo, mas muitas vezes torna-se parcial em sua narração, interferindo no entendimento do telespectador sobre o que realmente acontece em campo. Já Milton Leite, mostra-se com uma imparcialidade acima do comum, fazendo uma transmissão leve e coerente, porém precisa apenas atentar-se que pode conquistar fãs por seus bordões ou trocadilhos, e não por sua narração.
Por último e não menos importante, no FOX Sports temos talvez o grupo de narrados mais coeso e de bom nível da televisão brasileira. Gustavo Villani e Nivaldo Prieto destoam. Estão num nível diferenciado, numa fase de narrações quase perfeitas. Sabendo dosar a hora da calma com o momento da explosão de emoção. Logo abaixo, porém não muito distante temos Marco de Vargas e João Guilherme. Coincidentemente dois que não gritam gol, e marcam suas transmissões futebolísticas por gritos como “é Rede” ou “toca a música”. Os dois são bons, com certeza seriam tops em outra emissora, o problema é que possuem como parceiros, dois narradores que caminham para níveis de mestres da comunicação.
Em resumo, os canais esportivos estão amplamente servidos de narradores de diversas características. Existem os ótimos, os bons, os ‘meia boca’ e até os horríveis. As opções são muitas, vai do perfil de cada telespectador saber escolher quem acompanhar. O colunista é um dos que quando vai decidir entre dois bons jogos no mesmo horário, opta pelo narrador de sua preferência. E você leitor, qual destes é o melhor ou o pior? Em quem merece menção nesta lista? Usem a caixa de comentários!
Abraços!
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