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| Colunista debate a incapacidade dos clubes brasileiros de lucrar mais com a TV (Foto: Reprodução) |
Ficaríamos discutindo um dia inteiro sobre as infinitas possibilidades de lucrar mais e como os clubes não enxergam um palmo à frente do nariz, presos ao que podem fazer amanhã e totalmente despreocupados com o que acontecerá na semana que vem. E a patrocinadora não é muito diferente.
O Campeonato Brasileiro que começará nas próximas semanas é exibido para mais de 140 países. Boa parte desses países, atualmente, recebem o sinal da Globo Internacional que oferece pouca ou nenhuma opção. Lembro de uma amiga, moradora da Irlanda, reclamando que o único jogo disponível era de uma afiliada do Centro-Oeste. Nem os jogos às 11h da manhã eram regularmente exibidos, aproveitando o melhor horário para o outro lado do mundo.
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| Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com @alipioj |
Na China haverá transmissão pela internet e na tevê da temporada regular, playoffs, All-Star Games, MLS Cup e a final da MLS, com todo o conteúdo a disposição para ser veiculado em mídias digitais, com entrevistas, highlights etc. Ou seja, toda a expertise que falta ao mercado brasileiro, estará à disposição de um mercado que é consumidor voraz. No Japão terá dois jogos por semana, além dos playoffs e da MLS Cup.
Enquanto isso os clubes brasileiros contratam chineses que nunca entram em campo e nem dão entrevistas. Quando não é isso, resolvem criar uma liga e dizem que querem vende-la para outros países, espertos que são, usam um nome já conhecido por uma liga muito mais famosa. Rede Globo e CBF possuem um produto que é valioso, mas que nunca decola por não saberem mais como extrair algo dele.
Sendo assim caro leitor, notamos que o definhar do futebol brasileiro como negócio está longe de parar e a tendência de empurrar com a barriga é cada vez mais visível, por que todos nessa equação estão engessados pela própria ignorância. Lamentável.
Um grande abraço e até a próxima.
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