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Carlos Salvador #100: Futuro

Colunista comenta saída de Edgar Diniz do Esporte Interativo (Foto: Reprodução)
Nesta semana eclodiu como uma bomba a notícia que a Turner demitiu Edgar Diniz, até então diretor geral dos canais Esporte Interativo. Obviamente surge aquela notinha simples, e sensível informando que a empresa agradece ao profissional, que deverá seguir novos rumos. Não engoli.

Analisando de uma ótica independente é certo dizer que a empresa estava descontente com os rumos estratégicos do canal. Exatamente a um ano atrás, a Turner investiu muito dinheiro na aquisição da Champions League para o canal, apostando num empenho ainda maior da diretoria brasileira em adquirir novos eventos, e principalmente adentrar no line-up das principais operadoras de tv por assinatura brasileira. Pois bem, o canal continua conhecido nacionalmente e por 80% dos assinantes de tv por assinatura como o ‘canal que só tem a champions’. Claro que essa denominação chega a ser exagerada, até porque o canal possui (futebolisticamente falando) a Copa do Nordeste, diversos estaduais brasileiros, Liga Europa pra TV aberta e até 2015 possuía séries C e D*.

Bom, estes campeonatos acabaram ou acabarão ainda este mês. E agora? Ou então: o E+i não conseguiu entrar na Sky ou na Net, e precisou retransmitir os jogos da Champions via ‘TNT’ e ‘Space’. É ou não é uma má gestão e resultado de erros estratégicos da empresa? Tudo bem que A PARTIR DE 2019 (!!!) haverá jogos do campeonato brasileiro exclusivos no Ei. Mas infelizmente sem todos os principais clubes do país.

Carlos Salvador - colunista do Esporteemidia.com
facebook.com/carlosaugusto.salvador
@calosalvador
Levando em conta todos estes argumentos, é factível que presenciamos um momento turbulento de administração do canal da Turner. Foi investido em programação, em equipamento, em material técnico, mas parece que a gigante americana não recebeu de seus diretores brasileiros o retorno esperado. Mas e agora, qual próximo passo? Como direcionar e reativar a credibilidade do canal perante seu mercado em novas negociações? De que forma será conduzida a estratégia de reposição do canal se comparado a seus concorrentes?

São muitas perguntas, ainda sem respostas. Nós, telespectadores esperamos que tudo esteja dentro do ‘planejado’ e que não seja nenhum tiro no pé da alta cúpula americana. Que o canal se fortaleça, que novos eventos sejam adquiridos e que principalmente consiga de fato diminuir este monopólio que há na relação ‘televisão-futebol brasileiro’.

*O colunista desconhece anuncio oficial que o E+i transmitirá as séries C e D em 2016. Caso algum leitor tenha, por favor, na caixinha de comentários.

Futuro II
Neste fim de semana acaba o campeonato inglês e a princípio acaba a divisão de direitos de transmissão no Brasil, já que a ESPN conquistou a exclusividade do certame a partir de agosto. Torço, e torço muito para que haja um acordo com mais algum canal (de preferência a Fox, sim!), assim poderemos ter mais jogos ao vivo na televisão e não precisar esperar por boas conexões do WatchESPN. Minha aposta? Haverá sublicenciamento

Diálogo
“- Alô, é da Globo/Sportv?
- É sim. Que que manda?
- Então aqui é a ESPN, topa fazer uma troca de direitos?
- Lá vem o golpe... qual a proposta?
- Opa! Nós liberamos pra você 1 jogo por rodada do inglês aos sábados para usar na TV ABERTA, até porque aqueles “É de casa”, “Estrelas”, “Caldeirão” não tão com nada. E vocês nos cedem uma partida por rodada do BR 16, as 11hs de domingo, ou as 21hs de sábado, que tal?
- Boa!! Gostamos! Fechado. Até porque no sábado a noite, vocês só passam VT não é mesmo? Tá fechado!”

Ahhhh se fosse assim simples...

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