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| Câmera de transmissão de televisão em jogo da Taça Libertadores da América (Folha: Eduardo Anizelli/Folhapress) |
O principal fator para tal crescimento foi o aumento das receitas advindas de transferências de atletas, que passou de R$ 406 milhões em 2014 para R$ 643 milhões na última temporada, registrando diferença de 57%. Em 2015, elas representaram 17% das receitas dos clubes, três pontos percentuais a mais que na temporada anterior.
Por outro lado, os valores referentes a direitos de TV, que cresceram 28% em relação ao ano passado, agregaram R$ 1,39 bilhão aos cofres dos clubes, e seguem como principais fontes de receitas, respondendo por 38% do total.
Além das parcelas previstas em contrato que cada clube ganha, que variam de R$ 27 milhões a R$ 110 milhões no atual ciclo, Somoggi acredita que o aumento significativo dos valores em 2015 pode se referir a adiantamentos de receita e luvas pagas por acordos futuros de direitos de transmissão.
"Não vejo outra explicação a não ser adiantamentos e luvas, porque os direitos de TV só deveriam subir de acordo com o IPCA [10,7%]. As negociações por direitos de TV têm sido agitadas nos bastidores, houve a entrada da Primeira Liga, do Esporte Interativo, e isso já está impactando no balanço de 2015", analisa.
Os casos que chamam mais atenção são os de Cruzeiro, Atlético/MG e Vasco, respectivamente primeiro, quarto e quinto no ranking de arrecadação com direitos de TV. No atual contrato, os times mineiros recebem cerca de R$ 60 mi anuais da Globo, ao passo que Corinthians e Flamengo levam R$ 170 mi.
Procurado pela fonte, o Cruzeiro disse que não comenta o assunto devido à cláusula de confidencialidade em seu contrato de TV. O Atlético/MG não se pronunciou até o fechamento da matéria.
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