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| Colunista faz diversas ponderações com relação ao certame inglês, inclusive sobre televisionamento (Foto: Reprodução) |
A primeira mudança que será experimenta é a questão do visto, não basta ser europeu, deverá ser britânico e isso mexerá com a quantidade de estrangeiros que disputarão a liga inglesa. E como será a regulamentação? Entretanto, o processo de saída pode durar até dez anos. Então este impacto será minimizado pelo tempo. Há um discurso, nesta mudança imediata que causa preocupação. O modo da direita europeia de tratar os migrantes. Migrante não é apenas refugiado sírio, mas o sul-americano, o africano, o asiático que está a jogar, torcer e trabalhar na Inglaterra. E como ficariam os investidores asiáticos que compram e vendem clubes? Se há restrições de mercado, haverá restrição de audiência internacional e aqui entram os direitos de mídias. Com todas estas restrições, a liga reduzirá o poder financeiro deixando seus clubes mais pobres. Mas esta mudança também afetará os ingleses que estão fora da ilha.
Até quando a liga inglesa terá o tamanho que tem hoje?
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| Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com albio.melchioretto@gmail.com @amelchioretto |
O sucesso das ligas e dos campeonatos dependem da globalização da não restrição ao mercado internacional. A contramão da decisão do referendo. Tanto que a Premier League foi a televisão para mostrar-se contrária à saída. Doutro lado, muitos estudiosos da bola apontam os sucessivos fracassos da seleção inglesa pela ausência de um selecionado local. Mas até que ponto a valorização da seleção se coloca sobre o campeonato nacional? Prefiro ver meu time campeão que minha seleção imbatível.
No dia do Brexit manifestei-me nas redes sociais virtuais contrário a isto. Defendo um ponto polêmico, a livre circulação de pessoas. A lógica perversa do capital nos faz colocar a circulação como um enfraquecimento das políticas nacionalistas, mas o nacionalismo de direita, ao longo da história se mostrou mais perverso que o próprio capital. Volto a questão, a restrição da livre circulação não é ponto que dever-se-ia discutir.
Até que ponto a exclusividade do inglês será interessante para a ESPN?
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