![]() |
| Colunista reclama de operadoras não terem pacote exclusivo de esportes (Reprodução) |
Imagine que você precisa ir ao mercado em extrema necessidade de compras, onde na sua lista contém: ovos, pão, leite, fermento e farinha. Todo feliz, você chega ao mercado e vai nos corredores correspondentes, e quando vai comprar cada item, percebe que eles não mais estão à venda individualmente, e sim em pacotes:
Pacote Mix Maltine
OVO – Gengibre – Feijão – Escova de dente – Ervilha: R$ 19,90
Pacote Mix Potato
PÃO – Papel Toalha – Batata Palha – Sabonete – Filtro de papel: R$ 23,90
Pacote Water Plus
LEITE – Alface – Agua Mineral – Papel Higiênico – orégano – R$ 21,90
Pacote Energy +
FERMENTO – Energético – Pilha AA – Enxaguante bucal: R$ 18,90
Pacote Gás Floor
FARINHA – Molho de tomate – Azeite – Refrigerante – Copo plástico: R$ 20,90
Então, se você quiser fazer aquele tão esperado bolo para esperar a visita no fim de semana, você precisa comprar todos os pacotes, que sairão ao custo total de R$ 105,50 (Pacote Mix Combo Full Bolo). E todos os outros ingredientes ficarão tempos e tempos no seu armário até que você precise usá-los de alguma forma. Isso seria certo?
Com certeza não. Mas é mais ou menos assim que o consumidor se sente quando quer adquirir ou renovar seu pacote de TV por assinatura. Tudo junto com tudo, e nada combinando com nada, principalmente nos canais esportivos.
![]() |
| Carlos Salvador fb.com/carlosaugusto.salvador @calosalvador |
Nosso modelo de TV por assinatura é falho, para não dizer falido. O consumidor é refém de pacotes inúteis. Não há opção exclusiva para fãs de filmes, séries e principalmente esportes. Os mais fanáticos por futebol, só conseguem ter todos os campeonatos na sua tela se assinarem o maior pacote de cada operadora, obviamente sem contar o pay per view.
Vale lembrar que nos EUA já existe serviços de streaming para eventos esportivos, uma espécie de ‘Netflix para esportes’.
Não à toa, o mercado que mais sofre com a crise econômica no país é o de TV por assinatura, afinal de todos os supérfluos que uma casa pode ter, esse é o maior. Está na hora das operadoras enxergarem que precisam de mudança, que precisam atender a necessidade do cliente, vender apenas o que ele quer comprar, ou verá a cada ano outro milhão de assinantes migrando para o Netflix ou cancelando seu plano de TV.
Curta nossa página no Facebook.
Siga o Esporteemidia.com no Twitter.
Nos acompanhe no Google+.


