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| Colunista fala da honestidade de Rodrigo Caio e a repercussão na imprensa (Fernando Dantas/Gazeta Press) |
Na contramão de Kant há o senso-comum brasileiro. O jeitinho brasileiro que muitas vezes beira a má-fé. Tiramos uma vantagem na fila, no troco. Sem assim o é, fora, no campo do futebol então, vem a lambança que já conhecemos. Faltas simuladas, tirar vantagens em diversas situações. Jogar a torcida contra o árbitro e por aí vai, enganar o árbitro, gritar e justificar com mentiras. Por aí vai, a lista é grande. Se assim o somos no futebol, no dia a dia, porque ainda nos espantamos diante da política? Faço esta longa introdução para chegar no fato de domingo passado, a honestidade de Rodrigo Caio e a repercussão da imprensa.
Milton Leite foi felicíssimo ao enaltecer a atitude do zagueiro são-paulino, Rodrigo Caio, no lance do cartão amarelo de Jô, na partida de ida da semifinal do Paulistão. Agora, no pós-jogo, as mesas-chatas-redondas debatendo o entre o certo e errado de Caio. Na visão kantiana não há discussão, como também não há outra atitude aceitável senão a aquela que Caio tomou. Agora, porque elas são exceção no campo de futebol? Falamos em diversos momentos que o esporte educa, que o esporte é exemplo e tal. Mas, se a atitude de Caio é rara, então, isto tudo é exemplo de que, ou ainda educa para qual situação? Pode até ser um discurso à beira do moralismo, mas prefiro, um discurso de apelo a racionalidade da escolha, mas a escolha pela corretice de cada ação, a moda kantiana.
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| Albio Melchioretto albio.melchioretto@gmail.com @amelchioretto |
Na Itália, a Série B, adota para lances como este o “Cartão Verde”, algo parecido na “Copa Verde”.
Ademais, agradeço ao leitor Diego pelo alerta na semana passada. Mea-culpa pela desatenção. Alonso na Indy-500!
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