| Colunista comenta situações envolvendo Gustavo Villani, Marco de Vargas e Rafael Ribeiro (Reprodução) |
Já falamos aqui em outras colunas que o futebol brasileiro está chato, e também perigoso. Está chato porque está perigoso, ou está perigoso porque está chato? A intolerância é a marca desse país nos últimos tempos. Intolerância política, religiosa, racial, afetiva e infelizmente intolerância futebolística. É notável que você não pode mais brincar com seu amigo, zoando o time dele, pelo risco de uma terceira pessoa que nada tem a ver com a amizade de vocês, lhe passar a ameaçar responder com vocábulos inapropriados.
Muito disso, é fruto da nossa ‘querida e estimada’ geração MIMIMI. Aquela geração que sente em frente a um computador, se conecta nas redes sociais, põe uma máscara e pensa “o que é que eu vou fazer com essa tal liberdade?’. GeraçãoZINHA que tudo se dói, que não se pode falar nada, brincar com nada, ou então haverá processos, advogados e muito blábláblá. Essa geraçãoZINHA, nunca jogou bola no terrão, arrancou tampão do dedo, chegou em casa sujo e ainda apanhou de cinta da mãe, debaixo do chuveiro. Provavelmente essa geraçãozinha, cresceu no ar condicionado após os 23 graus de temperatura, lanchou a tarde com danone, sanduiche natural e NUNCA (NUNCA) pisou descalço num asfalto quente para jogar, ‘travinha fechada’. Pois é, essa geração MIMIMI, que está começando a querer ditar regras no futebol brasileiro. E nessa semana foram três casos.
O primeiro foi com Rafael Ribeiro, na ESPNBR, que criticou o Vasco da Gama e seu presidente Eurico ‘Galhofa’ Miranda. A emissora foi proibida de cobrir o dia a dia do Vasco, e realizar matérias em São Januário, por ordem do presidente vascaíno, por tempo indeterminado. Nesse ponto, a geração MIMIMI não está em Eurico Miranda, e sim, na diretoria da ESPN que estuda uma punição (sim, punição) ao apresentador/narrador.
Obviamente temos na diretoria da ESPNBR, muitos engravatados que nunca chutaram uma bola, e estão ali nos seus cargos pelo diploma de ‘administração em blábláblá’ e ‘pós-graduação em como ser politicamente correto de acordo com a ABMMM’ (Associação Brasileira do MIMIMI). É incrível como além de tudo se doer, não pode mais dar opinião sobre nada! E parabéns ao Rafael Ribeiro, que é um dos poucos narradores que assumem publicamente seu clube do coração.
Nesta semana tivemos dois casos com os Narradores do FoxSports. Primeiro, a implicância foi com Marco de Vargas, por ter narrado e mencionado no jogo do Grêmio, na terça feira, que o tricolor gaúcho é ‘o time mais copeiro do Brasil’. Pronto! Nossos guerrilheiros de redes sociais, revoltados do Todynho, ficaram revoltados por tão ‘ofensivo’ e parcial comentário. E daí que ele mencionou ‘mais copeiro do Brasil’? Quem ele desmereceu? Quem tem o mínimo de discernimento analítico de futebol sabe que, ele não desmereceu ninguém, e sim, exaltou uma característica do clube Gaúcho.
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| Carlos Salvador fb.com/carlosaugusto.salvador @calosalvador |
A alegria do futebol está em brincar com o amigo, tirar onda com o resultado, fazer piada (ou o ‘meme’) sobre o jogo. Tudo isso acontecia tempos atrás, quando não havia os valentes anônimos da rede social, ou o MiMiMi.
Que os três narradores citados, continuem falando o que pensam, criando bordões e brincando em suas transmissões. Seja com Vasco, Grêmio, Inter, São Paulo, Criciúma, Náutico, Paysandu e tantos outros clubes brasileiros
Viva a alegria do Futebol! Dane-se a geração MiMiMi!!!
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