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| O acordo foi assinado em 2010, nove anos antes da realização da competição, quando nem se sabia onde seria a competição (Reprodução) |
Esse não é o único problema da Conmebol que tem também um contrato em vigor com a Datisa para a Copa América, incluindo outros países. É a mesma empresa que pagava propina para dirigentes da cúpula da entidade como demonstrou a investigação do FBI sobre o ''caso Fifa''.
Em reunião nesta semana, no Conselho da entidade, o presidente Alejandro Dominguez se mostrou otimista em desenrolar o nó dos acordos de direitos de televisão. Até porque, sem uma solução para o caso, a Conmebol terá valores reduzidos para a organização da entidade. O objetivo é renegociar os acordos para turbinar rendas. O número de sedes no Brasil dependerá dos valores arrecadados.
E o maior mercado para a Copa América é o Brasil, sede da competição. Mas representantes da Globo mostraram, há cerca de três meses, uma cópia do contrato que têm para os direitos do país. O documento não constava na sede da confederação sul-americana, e dirigentes se mostraram surpresos com sua existência. A emissora brasileira deixou uma cópia do documento no Paraguai.
O acordo é assinado em 2010, nove anos antes da realização da competição, quando nem se sabia onde seria a competição. Foi assinado pelo ex-presidente Nicolas Leóz, que está em prisão domiciliar em Assunção por desviar fundos e levar propinas em contratos. Leóz mantinha um escritório próprio na capital paraguaia, onde ficava boa parte dos documentos da entidade. A auditoria da nova gestão constatou a falta de vários papéis.
O contrato da Globo engloba todos os direitos de televisão para o Brasil. Em nota para o ''Lance!'', em maio, a emissora reafirmou seus direitos sobre o torneio e disse que já tinha pago uma parte dos valores. Não houve modificação na posição da emissora que não abre mão de manter em vigor o contrato antigo.
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