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| Colunista comenta episódio envolvendo Vagner Mancini e repórter Felipe Garraffa da Bandeirantes (Gazeta Press) |
A discussão do último final de semana levanta luz sobre polêmicas antigas no jornalismo esportivo. Afinal, um repórter que trabalha com esportes deve assumir qual o seu time de coração? A imprensa do eixo Rio-São Paulo peca por esquecer o resto do Brasil? O repórter fez uma análise errada do jogo?
Vamos ao que eu acho.
O que é preciso deixar claro, é que o técnico do Vitória cometeu dois erros cruciais: insinuar que o repórter é corintiano e dizer que jornalista deve ser imparcial. Explico. Se o jornalista é corintiano ou não, isso não faz nenhuma diferença. O bom trabalho jornalístico independe disso. O time que o jornalista torce não influencia no seu trabalho. Ou seja, o erro na formulação da pergunta não foi por causa do time que o repórter torce.
O outro mito é achar que jornalista deve ser imparcial. Imparcialidade é folclore. Jornalistas não são extra terrestres que vêm para a terra para cobrir esportes. Nós temos nossas preferências e somos influenciados pelos contextos em que crescemos e vivemos, igual a todo mundo. O que devemos buscar sempre é a isenção dos fatos.
No mais, tirando esses dois erros, é preciso ressaltar: Mancini mandou muito bem.
A imprensa do eixo Rio-São Paulo precisa se reeducar urgentemente. É um erro analisar uma partida de futebol sob a ótica de apenas uma equipe. Veja como eu comecei esse texto lá no primeiro parágrafo. Nós temos mania de puxar a notícia para a equipe que vai dar mais cliques, mais audiência e portanto mais retorno. Eu poderia ter começado com “Vitória surpreende e é primeiro time a vencer Corinthians no campeonato”. Mas certamente estou dentro desse ciclo vicioso de puxar pra equipe que eu considero mais representativa. Um erro.
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| Aécio de Paula Colunista do Esporteemidia.com @TorcidaBrasil2 |
A confusão nos reúne alguns fatos: o jornalista errou na análise, mas não por maldade. Ele apenas faz parte de um ciclo vicioso na imprensa paulista. Mancini errou ao fazer algumas insinuações, mas pelo calor da emoção. Mas ele fez o que boa parte da nossa imprensa normalmente não faz. Deu voz ao futebol brasileiro.
E o futebol brasileiro é de todo o Brasil.
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