Colunista ressalta o crescimento do futebol feminino no Brasil após a Copa do Mundo da França.
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| (Foto: Mauro Horita/CBF) |
Qual a herança da França-19? A Copa do Mundo talvez, foi a competição mais significativa na colaboração com o esporte. Posso exagerar, mas olhando algumas iniciativas aqui no Brasil, é inegável que observamos o futebol feminino com outros olhos. Há muito para crescer, e muitíssimo para torná-la profissional de fato. Mas ainda, ei de ver a igualdade de condições e de salário entre elas e eles. Sem este pressuposto as iniciativas não valerão o futuro. Mas por ora, quero destacar três ações.
Primeira, o show de cobertura da TV Cultura no Torneio Uber Internacional. A transmissão foi feita com equipe feminina, muito interessante. Natália Lara no comando do microfone e a ex-goleira da seleção, Thaís, nos comentários. Narração na medida e focada no jogo. Os comentários foram pontuais. Pouco se falava da tática do jogo, mas, muitas informações importantes. Gosto da tática, mas talvez não fosse o foco do público-alvo do canal. A repórter, fez intervenções precisas, porém, em algumas pequenas falhas no áudio que pouco prejudicou a transmissão em si. A grande falha na transmissão, foi a ausência de informações na tela ao longo do primeiro jogo, como o nome das jogadoras que marcaram, substituições e dados estatísticos, algo do canal e não da equipe do falatório. Elemento que não faltou no domingo na jornada dupla. Ponto para TV Cultura, que já mostrou muito futebol e retorna, tomara que não pare por aqui. Ainda cabe uma pergunta: por qual motivo a TV Brasil não formou rede?
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| Albio Melchioretto albio.melchioretto@gmail.com @professoralbio |
Terceiro e último ponto, até dia 20 de outubro, o Museu do Futebol, no Pacaembu, está com a exposição “Contra-ataque! As mulheres do futebol”. A exposição evidencia as décadas negras que o futebol foi proibido para as mulheres. Mostra do desprezo até os números significativos da França-19. Um dado do desprezo? Somente no Canadá-15, elas ganharam uma camisa exclusiva, antes sempre a versão masculina adaptada. E a camisa foi comercializada pela primeira vez em 2019, para a Copa do Mundo. Se você tiver oportunidade de visitar o museu, não perca!



"Primeira mulher a comentar um jogo do futebol deles. "
ResponderExcluirAlém de péssima comentarista, não foi a primeira(só se for em rede nacional). A Nadja Mauad já comentou vários jogos de times paranaenses, excelente comentarista, ao contrário da escalada. Infelizmente no jogo de domingo, deixaram a Nadja nas reportagens e colocaram a Ana pra comentar.