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| Foto: Lourival Ribeiro/ SBT |
A primeira segunda-feira do mês de março marcou a estreia de Galvão Bueno, com um programa “esportivo” no prime time do SBT, o Galvão FC, que repete os programas anteriores do narrador/apresentador, tanto na extinta OM; quanto no Sportv; a breve passagem na Band e agora no SBT em vias de narrar a Copa do Mundo na dobradinha SBT/NSports. Galvão recebe amigos, com música, “discute” futebol.
Reservo a ideia de “esportivo” e “discute” entre aspas por conta da crítica que esta coluna fará ao formato escolhido. O programa é uma tentativa de entretenimento usando o futebol como pauta principal, mas passa longe de uma análise consistente dos principais jogos do final de semana.
O formato do programa é semelhante de outros sobre futebol, mas com variações de quadros e convidados. Os quadros aparecem em excesso, interrompendo mais os convidados do que o próprio apresentador. Além dos muitos quadros que quebram o ritmo, há músicas contínuas e a imposição de humor forçado. Ao final, pouco ou quase nenhum futebol. O FC como título do programa não condiz com o conteúdo apresentado.
No mesmo horário, a Globo, liderava a audiência com 17 pontos de média. Record, estava em segundo com 3,3 e o programa de Galvão, que por algum motivo havia Ratinho como comentário (e seus comentários torpes) atingiu 2,9 de média, marcando a terceira posição em TV aberta. O programa de Galvão FC não se encaixa bem na proposta de conteúdo de mídia esportiva.
Sobre o autor:
Prof. Dr. Albio Fabian Melchioretto (www.albiofabian.com). Doutor em Desenvolvimento Regional. Professor pesquisador ligado a Faculdade SENAC Blumenau, editor do podcast, Tecendo Ideias (Top 100 Education Podcasts).
Massaranduba, sábado, domingo, 8 de março de 2026.

