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Coluna do professor #450: Qual herança da MotoGP Brasil 2026 para a Band?

Foto: MotoGP

Após um hiato de 22 anos, o Brasil voltou a receber uma prova da Motovelocidade. Historicamente foram 3 anos em Goiânia, de 1987 a 1989, uma pausa, depois 1992 em Interlagos. Três anos depois vivemos nove edições em Jacarepaguá e agora, retornando em Goiânia. O atual contrato prevê etapas até 2030 no Brasil. Este ano a prova de retorno foi marcada por transmissões da Band, em TV aberta e o grupo ESPN/Disney para TV paga e Streaming. 

A ESPN herdou os direitos da FOX Sports, que os adquiriu após longa passagem da categoria pelo sistema Globo/Sportv. A ESPN vem mostrando todas as categorias do circo das motos. O que foi um repertório repetido por todas as emissoras fechadas. A Rede Globo, quando o fez, mostrou apenas a MotoGP, restringido a mostrar a categoria máxima por conta do desempenho de Alex Barros. A Band, em 2026, fez apenas a prova brasileira. 

Diante desse cenário, questiona-se a viabilidade estratégica de transmitir uma etapa isolada do campeonato. Evidente que a audiência do canal foi tal qual o é em qualquer situação. É aquilo que a coluna defende há tempos. Evento isolado não faz maravilhas na transmissão porque é apenas uma transmissão. É claro que houve qualidade, preparação nos noticiários, reportagens especiais e todo esforço do canal do Morumbi. Nesta questão, o canal desenvolveu uma convergência de esforços, como a maior concorrente o faz. Mas ainda assim, evento esporádico não gera cultura de audiência. 

Criar cultura de audiência em um canal de televisão não é só “atrair espectadores”. Trata-se de fidelizar o espectador, estimulando a confiança e a incorporação do canal ao hábito diário. Evento isolado não gera hábito. Isso exige estratégia, consistência e identidade. A essência é simples, televisão é hábito, e hábito se constrói com repetição, relevância e vínculo emocional. 

Um exemplo fora do esporte nos ajuda a entender bem o que é hábito. Na última semana o Big Brother Brasil atingiu 17 pontos de média semanal. O programa possui ¼ de século de existência e fórmula conhecida, apesar das variações de dinâmica. Terceira maior média semanal da emissora, perdendo para o Jornal Nacional e para a Três Graças. Não há segredo, há cultura de audiência gerada a partir da repetição e insistência. Mesmo depois do declínio de audiência que foi a edição 2025 do BBB. 

Que o reality seja modelo de sucesso para aqueles que desejaram fazer esporte. Não é um evento isolado que gerará cultura de audiência. Se faz necessário a geração de hábito através da solidez e um ecossistema de transmissão que gire em torno do produto. A experiência com a Fórmula 1 não teria sido suficiente para consolidar esse aprendizado na Band?

Sobre o autor:
Prof. Dr. Albio Fabian Melchioretto (). Doutor em Desenvolvimento Regional. Professor pesquisador ligado a Faculdade SENAC Blumenau, editor do podcast, Tecendo Ideias (Top 100 Education Podcasts) e escreve no Substack sobre o futebol catarinense (https://albiofabianmelchioretto.substack.com/

Declaro que utilizei ferramentas de Inteligência Artificial generativa exclusivamente para apoio na revisão textual e organização da escrita deste documento. Todo o conteúdo analítico é de minha autoria e responsabilidade. Para tal foi utilizado o Gemini com GEM personalizado para correção e revisão de textos.

Massaranduba, segunda-feira, 20 de abril de 2026.

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