![]() |
| Foto: Reprodução/Instagram/Romain Grosjean |
Ontem, 9 de maio, aconteceu a etapa do misto de Indianápolis da F-Indy. A corrida inaugura o mês mais intenso da categoria que se preparar para a grande celebração do automobilismo: a icônica 500 milhas, no mesmo circuito, na sua configuração oval, a clássica. A prova de ontem, movimentada ficou escondida na televisão brasileira. Apenas no streaming.
Não tenho o intuito de comparar categorias, mas a revolta da F1 apenas no Sportv3 foi maior que a revolta da F-Indy escondida apenas no Disney+ Premium. A Band, detentora dos direitos em TV aberta mostrou a corrida às 23hs do sábado. O canal do Morumbi optou em manter ao Brasil Urgente mostrando por um compacto mais tarde. ESPN sequer cogitou a transmissão, mesmo dispondo de 6 canais lineares e 2 deles, com reprises no momento da corrida. O Twitter, pianinho no horário da corrida. E se fosse a F1?
Essa pergunta me martelou durante a transmissão. É complexo mensurar as duas categorias, tanto em importância, quanto em quantidade de fãs dada a disparidade em termos de relevância comercial e base de entusiastas; trata-se de ecossistemas distintos. Entretanto, a questão que penso é o tratamento.
Desconheço as questões contratuais da Band. Em tempos de Nascar, a Band, preservando a briga pelo ponto de audiência que consegue, colocou diversas vezes a Nascar na Rede21. Mesmo canal, sob a bandeira de PlayTV, mostrou etapas da categoria em 2006 e depois em 2009, novamente com o nome Rede21, fazendo em cadeia com o BandSports. Antes disso, em 2004 e 2005 o fez com compactos no domingo à noite. Outros tempos.
A TV Cultura também fez algumas transmissões em compactos e outras em horários diferenciados. A questão que levanto é a do tratamento e das possibilidades. O fã do esporte é privado de alguns acessos. A TV aberta comercial vive da audiência que gera retorno financeiro, mas isso não a deveria isentar da responsabilidade do acontecimento. E ainda sim, considera-se a abrangência da Rede21 e o esporte como salvação dos cultos caça-níqueis.
Além da crítica a TV aberta, a ESPN escondendo seus eventos no streaming premium. Um dado que gostaria de acessar: quantos assinantes foram convertidos com a estratégia de uma prova no serviço enquanto os canais lineares estão com reprises? Entendo o serviço como complemento da TV Paga, mas não como estratégia de crescimento. Mas há outro número que me deixa revoltado: são seis sinais de ESPN! Há opções!
Um espectador satisfeito é aquele que pode consumir outros produtos dos transmissores. Um espectador insatisfeito é capaz de desistir de suas assinaturas!
Sobre o autor:
Prof. Dr. Albio Fabian Melchioretto. Doutor em Desenvolvimento Regional. Professor pesquisador ligado a Faculdade SENAC Blumenau, editor do podcast, Tecendo Ideias (Top 100 Education Podcasts) e escreve no Substack sobre o futebol catarinense (https://albiofabianmelchioretto.substack.com/)
Declaro que utilizei ferramentas de Inteligência Artificial generativa exclusivamente para apoio na revisão textual e organização da escrita deste documento. Todo o conteúdo analítico é de minha autoria e responsabilidade. Para tal foi utilizado o Gemini com GEM personalizado para correção e revisão de textos.
Massaranduba, domingo, 10 de maio de 2026.

