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CBF inicia disputa pelos direitos da Copa do Brasil e deixa CazéTV fora das negociações

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A corrida pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil para o próximo ciclo já começou, e uma ausência chamou atenção nos bastidores do mercado de mídia esportiva. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou conversas com os principais grupos de comunicação do país e plataformas de streaming, mas optou por não incluir a CazéTV entre os convidados para a negociação.

A decisão evidencia uma mudança importante na estratégia comercial da entidade e pode redesenhar o cenário das transmissões da Copa do Brasil nos próximos anos, em um processo que promete movimentar emissoras de TV aberta, canais esportivos e gigantes do streaming.

Globo, SBT, Record, Amazon e Disney participam da disputa

De acordo com o portal F5, a CBF convidou Globo, SBT, Record, Amazon Prime Video, TNT Sports, Paramount e Disney para participar das negociações pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil.

Além dessas empresas, o YouTube também foi consultado sobre uma possível participação no projeto de distribuição das partidas.

A principal ausência na lista é a CazéTV. O canal comandado por Casimiro Miguel não foi procurado pela entidade, apesar do crescimento registrado nos últimos anos no mercado de transmissões esportivas.

Relação entre CBF e LiveMode pesa na decisão

Nos bastidores, a exclusão da CazéTV tem uma explicação.

A CBF alega enfrentar problemas de relacionamento com a LiveMode, empresa responsável pela operação comercial do projeto esportivo liderado por Casimiro Miguel.

Embora a entidade não tenha detalhado oficialmente os motivos do desgaste, a decisão demonstra que o relacionamento entre as partes atravessa um momento delicado, refletindo diretamente nas negociações pelos direitos da Copa do Brasil.

CBF quer contrato de longo prazo e modelo compartilhado

Outro ponto importante das conversas é o formato pretendido pela CBF para a comercialização dos direitos.

A entidade deseja fechar um contrato válido por quatro temporadas e distribuir os pacotes de transmissão entre diferentes parceiros.

Nesse modelo, cada empresa saberá previamente a quantidade de partidas que poderá exibir. Além disso, haverá um sistema alternado para a escolha dos principais jogos de cada rodada, permitindo uma divisão mais equilibrada das partidas de maior apelo.

A estratégia busca ampliar a exposição da Copa do Brasil em diferentes plataformas e aumentar a competitividade entre os grupos interessados.

Meta é alcançar arrecadação recorde

A expectativa da CBF é estabelecer um novo recorde financeiro com a venda dos direitos da Copa do Brasil.

A projeção mais otimista da entidade é atingir cerca de R$ 1 bilhão no novo contrato. Atualmente, o acordo firmado com Globo e Amazon rende aproximadamente R$ 700 milhões por temporada.

O crescimento esperado acompanha a valorização do torneio, que se consolidou como uma das competições mais rentáveis do futebol brasileiro.

Premiação da Copa do Brasil depende dos direitos de transmissão

A venda dos direitos de transmissão da Copa do Brasil possui impacto direto na distribuição financeira aos clubes participantes.

É justamente a arrecadação obtida pela CBF com os contratos de mídia que permite ampliar as premiações pagas em cada fase da competição.

Atualmente, o campeão recebe uma cota fixa de R$ 78 milhões, valor que pode ultrapassar R$ 100 milhões, dependendo da campanha realizada ao longo do torneio.

Por esse motivo, o sucesso das negociações interessa não apenas às emissoras e plataformas de streaming, mas também aos clubes, que dependem cada vez mais das receitas provenientes da Copa do Brasil.

Para acompanhar a agenda diária e semanal de transmissões da Copa do Brasil e de outros eventos esportivos, acesse ondeassistir.net.br.

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