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| Foto: Reprodução/Instagram/Equipe de France de Football |
A disputa pelos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2030 no Brasil já começou nos bastidores. A Fifa avalia aplicar ao torneio masculino o mesmo modelo comercial definido para a Copa do Mundo feminina, que será disputada no Brasil, permitindo que Globo e CazéTV transmitam todos os jogos sem exclusividade.
Segundo o portal F5, a entidade considera que o formato atende aos objetivos de ampliar a audiência, fortalecer a presença da competição em diferentes plataformas e alcançar públicos com perfis distintos.
Modelo une a força da TV aberta e o alcance das plataformas digitais
Para a Copa do Mundo feminina, a Fifa definiu uma divisão de direitos que contempla diferentes meios de distribuição. A Globo terá os direitos para TV aberta, TV por assinatura e plataformas digitais próprias.
Já a CazéTV ficará responsável pelas transmissões no YouTube e pelos acordos de distribuição com plataformas de streaming, como Amazon e Disney+.
A avaliação da entidade é de que esse formato oferece equilíbrio entre o alcance da televisão aberta e o crescimento do consumo esportivo nas plataformas digitais, ampliando a visibilidade da competição.
Globo segue como peça fundamental para a estratégia da Fifa
Nos bastidores, a Fifa entende que a Globo continua sendo indispensável para garantir a maior cobertura possível da Copa do Mundo no Brasil. O alcance nacional da emissora permanece como um dos principais ativos considerados nas negociações.
Ao mesmo tempo, a entidade não pretende reduzir sua relação com a CazéTV. Em avaliações internas, o canal esportivo da Livemode recebeu reconhecimento por contribuir para aproximar o Mundial de um público mais jovem e altamente conectado ao ambiente digital.
Essa combinação entre televisão tradicional e transmissão online é vista pela Fifa como um modelo capaz de potencializar a audiência da competição.
Cobertura do Mundial servirá como referência para o próximo ciclo
A Fifa já havia sinalizado aos atuais detentores dos direitos que o trabalho desenvolvido durante o Mundial deste ciclo teria peso nas futuras negociações.
Além da qualidade das transmissões, indicadores como alcance de público, capacidade de distribuição e impacto nas diferentes plataformas fazem parte dos critérios analisados pela entidade para definir seus próximos parceiros comerciais.
De olho nesse cenário, a Globo mobilizou uma estrutura robusta para a cobertura do torneio, enviando uma equipe formada por 130 profissionais, a maior entre todas as emissoras que transmitiram a competição. A delegação só foi reduzida após a eliminação da Seleção Brasileira.
Globo quer recuperar todos os jogos da Copa de 2030
Mesmo diante da possibilidade de compartilhar os direitos de transmissão, a Globo mantém como prioridade voltar a exibir todos os jogos da Copa do Mundo de 2030.
O diretor de Esportes da emissora, Renato Ribeiro, confirmou que a empresa já trabalha pensando no próximo ciclo de negociações e também na Copa do Mundo feminina, que será realizada no Brasil.
"Estamos de olho no novo ciclo e na Copa feminina, que acontece aqui no Brasil no próximo ano", afirmou Renato Ribeiro em conversa com a coluna. "Queremos mostrar que só nós entregamos uma Copa em massa para a Fifa."
Cenário favorece manutenção do modelo compartilhado
Embora ainda não exista uma definição oficial sobre a venda dos direitos da Copa do Mundo de 2030 no Brasil, a avaliação da Fifa indica que o modelo desenhado para a Copa do Mundo feminina reúne características consideradas estratégicas para a entidade.
Ao combinar a força da Globo na televisão com o alcance digital da CazéTV, a Fifa acredita ser possível ampliar a exposição da competição, fortalecer o relacionamento com diferentes perfis de público e maximizar o valor comercial do principal torneio do futebol mundial.
A agenda semanal e diária de transmissões da Copa do Mundo e das principais competições de futebol está disponível no site ondeassistir.net.br.
