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| Créditos: Lívia Villas Boas/Staff Images Woman/CBF |
A Globo já começou a movimentar o mercado publicitário de olho na Copa do Mundo Feminina que será disputada no Brasil. A emissora colocou à disposição seis cotas comerciais para o torneio e, considerando os valores de tabela, poderá alcançar uma receita superior a R$ 1 bilhão com a venda dos espaços destinados à competição.
Os números mostram, ao mesmo tempo, a força comercial do futebol feminino e a diferença de investimento publicitário em relação à Copa do Mundo masculina. Segundo o portal NaTelinha, o faturamento potencial da Globo com a transmissão da competição feminina representa pouco mais da metade do valor projetado para o torneio masculino.
Globo oferece seis cotas para a TV aberta
O plano comercial apresentado pela Globo prevê seis cotas de patrocínio para a TV aberta. A emissora exibirá 56 partidas ao vivo, ampliando a exposição do Mundial para uma audiência que tradicionalmente acompanha grandes eventos esportivos pela televisão aberta.
Cada cota foi tabelada em R$ 150.950.000. O pacote comercial não se limita à televisão, incluindo também propriedades no Globoplay, nos canais digitais da Globo e nos perfis de talentos da VIU.
Se todas as seis cotas forem comercializadas pelo valor integral, a TV aberta poderá representar uma receita de aproximadamente R$ 905,7 milhões para o Grupo Globo.
O modelo reforça a estratégia da emissora de transformar grandes competições esportivas em produtos multiplataforma, combinando televisão, streaming, conteúdo digital e influência dos profissionais ligados ao grupo.
sportv terá os 64 jogos ao vivo
Na TV por assinatura, o pacote comercial também chama atenção. O sportv terá a transmissão ao vivo de todas as 64 partidas da Copa do Mundo Feminina.
Para o canal esportivo, cada cota foi colocada no mercado pelo valor de R$ 26.274.000. Assim como acontece com o pacote da TV aberta, a proposta inclui diferentes plataformas e propriedades digitais, entre elas o Globoplay, as redes sociais do elenco da VIU e a GE TV.
Com seis cotas disponíveis, o pacote do sportv pode alcançar aproximadamente R$ 157,6 milhões em receita publicitária caso todos os espaços sejam vendidos pelo valor de tabela.
A combinação entre TV aberta e TV por assinatura faz com que o Grupo Globo tenha um portfólio amplo para oferecer aos anunciantes interessados em associar suas marcas ao futebol feminino.
Faturamento pode superar R$ 1 bilhão
Somando os dois pacotes comerciais, a projeção chega a R$ 1.063.344.000. O valor considera exclusivamente a comercialização das seis cotas da TV aberta e das seis cotas destinadas ao sportv pelo preço cheio estabelecido no plano comercial.
Na prática, o resultado final pode ser diferente, já que negociações publicitárias costumam envolver descontos, condições comerciais e diferentes formatos de entrega. Por isso, o valor de tabela representa uma projeção máxima, e não necessariamente o faturamento efetivamente obtido pela emissora.
Ainda assim, a cifra mostra o tamanho do negócio construído pela Globo em torno da Copa do Mundo Feminina e evidencia o espaço que a competição passou a ocupar dentro do mercado publicitário brasileiro.
Diferença para a Copa masculina chama atenção
O contraste com o pacote comercial da Copa do Mundo masculina é significativo. Considerando os valores de tabela das seis cotas disponibilizadas para aquele torneio, a projeção de faturamento chegou a R$ 1.909.992.000.
Já a Copa do Mundo Feminina alcança R$ 1.063.344.000 na soma dos pacotes de TV aberta e fechada. Isso significa aproximadamente 56% do valor projetado para a competição masculina.
A diferença evidencia que, apesar do crescimento do futebol feminino e da capacidade de atrair audiência e anunciantes, o mercado ainda atribui valores comerciais distintos às duas competições.
Ao mesmo tempo, o montante reservado ao Mundial feminino representa uma oportunidade importante para marcas que desejam se posicionar em um evento de alcance internacional realizado no mercado brasileiro.
Globo terá todos os jogos, mas não exclusividade
Outro ponto relevante está no modelo de distribuição dos direitos. A Globo adquiriu os direitos dos 64 jogos da Copa do Mundo Feminina e, dessa forma, poderá transmitir todas as partidas da competição.
Isso não significa, porém, exclusividade. A emissora dividirá a exibição do torneio com a CazéTV, ampliando a concorrência pela audiência e criando um cenário de disputa entre diferentes modelos de transmissão.
Para o público, a divisão representa mais alternativas para acompanhar os jogos. Para o mercado, significa uma competição maior pela atenção dos torcedores e pelo investimento das marcas durante uma das principais competições esportivas realizadas no país.
Futebol feminino ganha força no mercado de mídia
A movimentação comercial da Globo também reforça uma transformação no mercado esportivo. O futebol feminino vem ampliando sua presença na televisão, no streaming e nas plataformas digitais, criando novas oportunidades de negócios para emissoras, anunciantes e detentores de direitos.
A estratégia da Globo aposta justamente nessa integração. Além da transmissão tradicional, os pacotes incluem Globoplay, plataformas digitais, redes sociais e propriedades relacionadas aos talentos da empresa.
O resultado é um produto comercial que vai além dos 90 minutos de cada partida. A competição passa a ser explorada como uma experiência multiplataforma, com diferentes pontos de contato entre torcedores e marcas.
Com seis cotas na TV aberta, outras seis no sportv e uma projeção superior a R$ 1 bilhão, a Copa do Mundo Feminina chega ao mercado publicitário como um dos principais eventos esportivos do calendário da Globo.
A agenda semanal e diária de transmissões esportivas está disponível no site ondeassistir.net.br.
