Alipio Jr. - colunista do Esporteemidia.com
@alipiojr
Recentemente houve uma polêmica com o curso de formação para jornalistas na graduação. Não quero entrar nela e nem sou jornalista de formação, mas alguns achavam que a regulamentação e o endurecimento favoreceriam a profissão, enquanto outros discordavam veementemente. Independente de como resolver isso, é fato que a vida real se mostra bem distante do que se vivencia nas cadeiras das Universidades.
Não sou jornalista de formação e até por isso, toda vez que procuro escrever algo, recorro a diversas fontes para embasar aquilo que direi. Afinal, vivemos num mundo em que todos viraram especialistas de tudo, pelo simples fato de poderem usar sites de buscas e assim terem respondidas algumas dúvidas ou embasarem alguns comentários.
Agora, se é tão fácil assim, a pergunta que não quer calar é: Onde esses jornalistas aprenderam a preparar suas perguntas para coletivas e, pior, não há um editor para auxiliar ou orientar nesses momentos? Isso vale tanto para o casca-grossa quanto para o estagiário ou recém-formado. Por que não é possível que sejam tão irresponsáveis assim.
Durante a Copa do Mundo, numa coletiva de imprensa do jogador Marcelo, foi bizzarramente interpelado por um jornalista que teimava em discordar sobre a data do nascimento do jogador (!), baseado no que leu no Wikipedia (!!). Seria cômico, se não fosse trágico.
Na última semana, quando o atacante Bill foi apresentado pelo Botafogo, uma repórter disse ter conversado com o pai do jogador sobre seu envolvimento com mulheres. Uma pergunta capciosa e que poderia render um saia justa, se não fosse pelo mero detalhe de que o pai do atacante já faleceu.
Por aí entendemos porque há tanta impaciência dos jogadores quando são entrevistados. Boa parte das perguntas são repetições de outras ou apenas inócuas, sobre frivolidades e amenidades. É uma demonstração clara de que falta preparo por parte do profissional e mais ainda de quem sabe dessas perguntas e as permite sem checar antes.
Abraços.
@alipiojr
Recentemente houve uma polêmica com o curso de formação para jornalistas na graduação. Não quero entrar nela e nem sou jornalista de formação, mas alguns achavam que a regulamentação e o endurecimento favoreceriam a profissão, enquanto outros discordavam veementemente. Independente de como resolver isso, é fato que a vida real se mostra bem distante do que se vivencia nas cadeiras das Universidades.
Não sou jornalista de formação e até por isso, toda vez que procuro escrever algo, recorro a diversas fontes para embasar aquilo que direi. Afinal, vivemos num mundo em que todos viraram especialistas de tudo, pelo simples fato de poderem usar sites de buscas e assim terem respondidas algumas dúvidas ou embasarem alguns comentários.
Agora, se é tão fácil assim, a pergunta que não quer calar é: Onde esses jornalistas aprenderam a preparar suas perguntas para coletivas e, pior, não há um editor para auxiliar ou orientar nesses momentos? Isso vale tanto para o casca-grossa quanto para o estagiário ou recém-formado. Por que não é possível que sejam tão irresponsáveis assim.
Durante a Copa do Mundo, numa coletiva de imprensa do jogador Marcelo, foi bizzarramente interpelado por um jornalista que teimava em discordar sobre a data do nascimento do jogador (!), baseado no que leu no Wikipedia (!!). Seria cômico, se não fosse trágico.
Na última semana, quando o atacante Bill foi apresentado pelo Botafogo, uma repórter disse ter conversado com o pai do jogador sobre seu envolvimento com mulheres. Uma pergunta capciosa e que poderia render um saia justa, se não fosse pelo mero detalhe de que o pai do atacante já faleceu.
Por aí entendemos porque há tanta impaciência dos jogadores quando são entrevistados. Boa parte das perguntas são repetições de outras ou apenas inócuas, sobre frivolidades e amenidades. É uma demonstração clara de que falta preparo por parte do profissional e mais ainda de quem sabe dessas perguntas e as permite sem checar antes.
Abraços.

