Albio Melchioretto - colunista do Esporteemidia.com
albio.melchioretto@terra.com.br
@amelchioretto
Será o título uma previsão apocalíptica do futuro do esporte bretão na televisão brasileira? Penso que não, a realidade presente é preocupante quando pensamos esporte na TV aberta. Quero na coluna de hoje falar um pouco do que a ausência do futebol na televisão aberta em sábado de carnaval pode representar. Um silêncio que pode falar alguma coisa. Um alerta mais que preciso para transformar a gestão do futebol numa atividade profissional. Em tempos de expansão de TV paga a aberta pode abandonar por vez eventos cotidianos.
No estado de São Paulo o ano de 2013 fora o último ano com futebol na TV aberta em sábado de carnaval. Neste ano pela primeira vez o estado do Rio de Janeiro entrou na ausência e consequentemente não houve futebol em nenhuma outra praça. Em post aqui do Esporte e Mídia há uma frase que justifica o que muito venho dizendo, o futebol precisa ser um evento show para além do jogo. O post dizia “de acordo com a emissora, nenhum dos jogos da competição é atrativo o suficiente para ser incluído na grade”. É uma chamada de atenção clara ao espetáculo e sua organização.
Os clássicos em TV aberta são raridades. Poder-se-ia contar na palma de uma mão os clássicos cariocas que foram transmitidos pela Globo. Não cabe aqui apenas criticar a emissora. Ela comprou e pagou por um produto. No momento, este produto não está dando o retorno necessário, então, um show de auditório e manter novelas seja mais interessante. Por que mexer no horário consolidado da grade se o futebol já tem um horário fixo no consciente coletivo da população? Domingo a tarde e quarta à noite. Fora isto, é loucura e risco de audiência. Não sou eu que estou afirmando, mas a tábua de audiência. Enquanto ausente, as vendas do pay-per-view aumentam mais e mais. Mas onde entra a Band nesta história? Lembro que ela apenas sublicencia o produto de Globo, e quarta-de-cinzas nem futebol teve... já são duas datas seguidas pelos lados da emissora do Morumbi. Enquanto o futebol patina se tenta audiência com descida de escadas com bicicletas.
As federações deveriam ter mais responsabilidade que os clubes. É carnaval e existem muitos turistas, porque não focar os clássicos? Por anos o estado do Rio de Janeiro fez isso. Mas o que esperar uma federação que discute lados de torcida no estádio? Não há muito que esperar. Caberia aqui uma união entre o poder público e as federações para usar os departamentos de turismo para vender um grande espetáculo, futebol e carnaval. Por que o futebol é um evento solitário e não pode estar unido a outros shows para aumentar seu público? O esporte é entretenimento para o público. São raros os jogos que ultrapassam 15 mil torcedores. Já passou da hora de uma reforma drástica. Para tal reforma, a ausência de futebol na tarde de um sábado de carnaval deve dizer alguma coisa.
O silenciar da televisão aberta não é único. Estamos a acompanhar isto por anos na F1, agora de maneira mais forte. Os esportes olímpicos sumidos. E a rádio carioca na quarta de cinzas deixou o Botafogo no escanteio para priorizar o ditar de notas do samba. Samba que também teve diminuída sua exposição na televisão. Não é apenas o futebol, mas é a audiência e os ganhos que são cruzados. O quanto vale o espetáculo?
albio.melchioretto@terra.com.br
@amelchioretto
Será o título uma previsão apocalíptica do futuro do esporte bretão na televisão brasileira? Penso que não, a realidade presente é preocupante quando pensamos esporte na TV aberta. Quero na coluna de hoje falar um pouco do que a ausência do futebol na televisão aberta em sábado de carnaval pode representar. Um silêncio que pode falar alguma coisa. Um alerta mais que preciso para transformar a gestão do futebol numa atividade profissional. Em tempos de expansão de TV paga a aberta pode abandonar por vez eventos cotidianos.
No estado de São Paulo o ano de 2013 fora o último ano com futebol na TV aberta em sábado de carnaval. Neste ano pela primeira vez o estado do Rio de Janeiro entrou na ausência e consequentemente não houve futebol em nenhuma outra praça. Em post aqui do Esporte e Mídia há uma frase que justifica o que muito venho dizendo, o futebol precisa ser um evento show para além do jogo. O post dizia “de acordo com a emissora, nenhum dos jogos da competição é atrativo o suficiente para ser incluído na grade”. É uma chamada de atenção clara ao espetáculo e sua organização.
Os clássicos em TV aberta são raridades. Poder-se-ia contar na palma de uma mão os clássicos cariocas que foram transmitidos pela Globo. Não cabe aqui apenas criticar a emissora. Ela comprou e pagou por um produto. No momento, este produto não está dando o retorno necessário, então, um show de auditório e manter novelas seja mais interessante. Por que mexer no horário consolidado da grade se o futebol já tem um horário fixo no consciente coletivo da população? Domingo a tarde e quarta à noite. Fora isto, é loucura e risco de audiência. Não sou eu que estou afirmando, mas a tábua de audiência. Enquanto ausente, as vendas do pay-per-view aumentam mais e mais. Mas onde entra a Band nesta história? Lembro que ela apenas sublicencia o produto de Globo, e quarta-de-cinzas nem futebol teve... já são duas datas seguidas pelos lados da emissora do Morumbi. Enquanto o futebol patina se tenta audiência com descida de escadas com bicicletas.
As federações deveriam ter mais responsabilidade que os clubes. É carnaval e existem muitos turistas, porque não focar os clássicos? Por anos o estado do Rio de Janeiro fez isso. Mas o que esperar uma federação que discute lados de torcida no estádio? Não há muito que esperar. Caberia aqui uma união entre o poder público e as federações para usar os departamentos de turismo para vender um grande espetáculo, futebol e carnaval. Por que o futebol é um evento solitário e não pode estar unido a outros shows para aumentar seu público? O esporte é entretenimento para o público. São raros os jogos que ultrapassam 15 mil torcedores. Já passou da hora de uma reforma drástica. Para tal reforma, a ausência de futebol na tarde de um sábado de carnaval deve dizer alguma coisa.
O silenciar da televisão aberta não é único. Estamos a acompanhar isto por anos na F1, agora de maneira mais forte. Os esportes olímpicos sumidos. E a rádio carioca na quarta de cinzas deixou o Botafogo no escanteio para priorizar o ditar de notas do samba. Samba que também teve diminuída sua exposição na televisão. Não é apenas o futebol, mas é a audiência e os ganhos que são cruzados. O quanto vale o espetáculo?

