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Globo intensifica ofensiva contra IPTV pirata e expõe impacto milionário no futebol ao vivo

Foto: Dikran Sahagian/Vasco

A guerra contra a pirataria de TV no Brasil ganhou novos capítulos e promete mexer diretamente com o consumo de esportes ao vivo. De acordo com informações de Gabriel Vaquer, no portal F5, a Globo decidiu partir para o ataque judicial contra operadoras ilegais de IPTV que vêm oferecendo acesso a canais pagos por preços irrisórios, atingindo em cheio produtos estratégicos como o Premiere, o SporTV e a GloboNews. A movimentação revela não apenas uma disputa jurídica, mas um cenário preocupante para o mercado de direitos esportivos no país.

Globo vence primeiras batalhas contra IPTV pirata
Nos bastidores, a Globo já comemora vitórias importantes. Em pelo menos dois processos, a emissora conseguiu decisões favoráveis contra plataformas que vendiam acesso ilegal a conteúdos premium.

O caso mais emblemático envolve o site Flix TV, que oferecia cerca de 1.500 canais por apenas R$ 29 mensais. Após rastrear o responsável com apoio interno e denúncias, a empresa conseguiu a condenação em primeira instância, com multa de R$ 20 mil por violação de direitos autorais.

Outra vitória veio contra o Control Lip TV, cuja operação foi derrubada pela Justiça, que também autorizou investigação para identificar os responsáveis.

Redes sociais viram campo de batalha na venda ilegal
A estratégia das operadoras piratas vai além dos sites tradicionais. Segundo as ações judiciais, plataformas como o Flix Play utilizavam perfis de alto engajamento no X para divulgar pacotes ilegais.

A Globo solicitou a suspensão dessas contas por violação de regras da plataforma, mas o caso ainda aguarda julgamento.

Outro foco está na atuação regional. A operadora Nordeste IPTV, por exemplo, concentrava vendas no Nordeste, oferecendo até 2.000 canais por apenas R$ 25. Com forte presença no Instagram, a empresa acumulava milhares de seguidores. A Globo pede a retirada dos anúncios e indenização de R$ 100 mil.

Prejuízo bilionário ameaça modelo do futebol na TV
O impacto financeiro da pirataria é um dos pontos mais sensíveis dessa disputa. De acordo com dados internos da Globo, o Premiere acumula prejuízos estimados em R$ 500 milhões devido ao consumo ilegal de transmissões.

O cenário é ainda mais alarmante quando se observa o comportamento do público. Segundo Manuel Belmar, diretor de produtos digitais, finanças, jurídico e infraestrutura da empresa, a maioria dos usuários que acompanham os jogos não paga pelo serviço.

"A gente vive uma situação endêmica no Brasil em relação à pirataria. Nossa capacidade de oferecer preço cada vez mais baixo tem um limite. Eu não tenho condição, com o preço dos direitos esportivos, de oferecer isso sem cobrar nada. É impossível", afirmou.

O que está em jogo na guerra contra IPTV ilegal
A ofensiva da Globo contra IPTV pirata vai muito além de proteger conteúdo. Trata-se de preservar todo o ecossistema do esporte na TV, que envolve clubes, ligas, patrocinadores e profissionais de transmissão.

Com direitos cada vez mais caros e disputa acirrada entre plataformas, o avanço da pirataria coloca em risco a sustentabilidade do modelo de negócios e pode impactar diretamente a oferta de transmissões no futuro.

A expectativa é que novas decisões judiciais surjam nos próximos meses, ampliando o cerco contra as chamadas "operadoras piratas" e redefinindo o cenário da distribuição de conteúdo esportivo no Brasil.

Para acompanhar a agenda semanal e diária de transmissões esportivas, acesse o site ondeassistir.net.br.

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