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| Colunista destaca concorrência entre os canais esportivos |
O próprio Albio, com a clareza de seus argumentos, já havia colaborado para uma mudança de pensamento que eu tinha sobre isso. Achava que as competições tinham que ser meio que "vitalícias" de determinados canais, para que os profissionais desenvolvessem uma expertise que os permitissem opinar e analisar com maior profundidade. Exemplo: ESPN especialista em campeonato alemão, Sportv em francês, Fox Sports em inglês e assim por diante. O Albio defende, e eu passei a concordar com ele, que é muito bom dar uma oxigenada nas transmissões, fazendo com que novos profissionais e novas práticas tragam novas ideias. Quem ganha com isso? Nós, os telespectadores.
Assim, acompanhei com resignação a perda dos direitos da Champions League pela ESPN na tv fechada, por enxergar o grau de informação e profundidade nas transmissões do canal. Mas quem garante que o Esporte Interativo, turbinado pela Turner, não vai trazer coisas novas e interessantes para a competição?
Contudo, é claro que para os profissionais envolvidos, isso gera uma tensão e rivalidade, que em alguns casos ganha contornos dantescos e ridículos, como no fato relatado pelo Albio em relação ao André Henning tirando onda com a ESPN (* hahahaha em que mundo estamos??). O colunista foi muito feliz quando nos definiu como telespectadores, e não como torcedores de um determinado canal. Podemos ter nossas preferências, mas não torcemos contra ou a favor de alguém. Queremos o maior número de campeonatos possíveis (faço coro ao que escreveu o mesmo Albio pedindo a transmissão de outros campeonatos por aqui, uruguaio, chileno, colombiano, etc), não importa quem os transmita.
Sei que não vai acontecer, mas fiquei pensando: não seria mais fácil, mais rentável e mais interessante se todos os canais comprassem em conjunto os direitos das principais competições esportivas, e distribuíssem igualmente entre eles, promovendo um rodízio de tempos em tempos? Não é mais ou menos isso que se faz em competições gigantes como Copa do Mundo, guardadas as proporções e diferenças?
Do ponto de vista comercial, não mudaria nada: os patrocinadores poderiam ser captados por todos, e divididos de acordo com critérios estabelecidos. A partir das divisões, cada emissora fará o seu melhor para se destacar e conseguir trazer mais anunciantes à sua programação. Quem sabe com esse formato seria possível acessar competições que hoje não temos por aqui?
De novo, sei que no mundo real é difícil que aconteça, mas estou convencido de que se trata de um modelo racional e que privilegia a verdadeira razão de ser de todo esse esforço das emissoras: nós, os telespectadores.
Abraços a todos, bom final de semana!
Frederico Silveira - colunista do Esporteemidia.com
Email: fredssil@hotmail.com
Facebook: frederico.dasilveira


